A “destruição” de um pseudo-subúrbio menos conhecido de Seattle está em andamento. Esta série de uma dúzia de blocos quadrados foi elevada a 12 metros de altura, mas, apesar de parecer perfeita vista de cima com sua série de ruas, casas, jardins e árvores imaculadas, ela nunca foi projetada para habitação humana.Se você é um fabricante de aeronaves que deseja construir B-17s secretamente, você precisa de uma ideia brilhante. Por exemplo, convindado decoradores de Hollywood para criar uma solução eficaz. Digamos uma cidade cenográfica. O especialista em design de filmes John Stuart Detley deu conta da tarefa. Sua equipe construiu uma cidade inteira com casas, ruas, árvores e até carros falsos. A cidade teve que desmontar essa beleza urbanística após a rendição do Japão.

Trinta mil pessoas trabalharam diariamente sob falsa cobertura da cidade, montando trezentos bombardeiros todos os meses!

Casas, ruas e plantas foram montadas como adereços de palco feitos de madeira compensada, madeira, tela de arame e estopa, cobrindo o telhado da fábrica durante a Segunda Guerra Mundial. Se algum bombardeiro japonês chegasse até este extremo leste, a esperança era que seus pilotos confundissem com um bairro residencial tranquilo.

Apesar da proximidade de residências falsas, os trabalhadores da fábrica usavam uma rota totalmente oposta para sair, indo para baixo em vez de para cima. Túneis subterrâneos secretos para chegar a cafeterias, salas de aula e banheiros próximos, igualmente camuflados – as imagens de pessoas no topo foram meramente encenadas para uma foto pós-construção e uma sessão de filme.

Com o passar das décadas, apesar de ser o lar original de muitos aviões Boeing famosos, incluindo o bombardeiro B-52 original e o jato 737, a fábrica entrou em decadência devido à falta de manutenção adequada e terremotos. Algumas vezes, adutoras quebradas inundavam os túneis que levavam a outros edifícios no local. A demolição começou no final de 2010. Os edifícios satélites permanecem operacionais e na área da planta antiga há grandes lotes de asfalto para automóveis e aviões. Sob um acordo com os governos estadual e federal, bem como tribos indígenas locais, a empresa restaurou mais de cinco acres (2 ha) de áreas úmidas ao longo do rio Duwamish.

(Via Inhabitat, Wavy e mais na Wikipedia)

Rafael Kobas

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