Tags Posts tagged with "Soldado"

Soldado

1066 – Húskalar, Batalha de Hastings

‘O guerreiro anglo-saxão de Hastings talvez não seja tão diferente do “Tommy” britânico das trincheiras’ disse o fotógrafo Thom Atkinson. Na Batalha de Hastings, a escolha do soldado em termos de armamento era bem extensiva. Dentre as diversas batalhas nas quais estes guerreiros ferozes participaram, provavelmente a mais famosa é a de Hastings. Liderados por Harold Godwinson ou Haroldo II da Inglaterra, chefe dos ingleses, lutaram contra William II da Normandia, que comandava a coalizão dos franceses e normandos. Apesar da derrota sofrida contra os normandos, os húskarlar mostraram-se extremamente úteis em combate.

Guardas de Elite

Os húskarlar foram utilizados como guardas de elite pessoal dos vários nobres da Europa. Dentre os mais famosos corpos de guardas, está a elite militar de Canuto, rei da Inglaterra, que governou o país no século XII d.C. Através da Lex Castrensis, Canuto estabeleceu que sua guarda particular seria composta de guerreiros húskarlar. O guerreiro huskarl era um dos poucos que tinha o privilégio de permanecer no salão real nas festividades e comer na mesa do rei juntamente com ele. Mas, com os privilégios, vieram também as obrigações do dever: traição e ações consideradas graves eram punidas com o exílio ou a morte. Estes guerreiros eram submetidos a um código militar muito mais severo do que os seus companheiros de armas de patentes mais baixas. Até mesmo seus julgamentos eram realizados por um tribunal específico: o Huskarlesteffne, cujas decisões eram assistidas pelo próprio soberano.

Aqui neste kit podemos ver a forte presença da cota de malha utilizada até a chegada das armas de pólvora e o conhecido elmo nasal em forma de cuia com a haste para proteger o nariz do soldado.

1066 – Húskalar, Batalha de Hastings

1244 – Cavaleiro montado, Cerco de Jerusalém

O Cerco de Jerusalém de 1244 aconteceu durante a Sexta Cruzada, quando os Corásmios (a convite dos Aiúbidas) conquistaram a cidade sobre Frederico II da Germânia em 15 de julho de 1244.

Aqui já podemos notar o uso da maça medieval, uma evolução do primitivo porrete mas com uma cabeça de metal facetado. A maça foi inventada por volta de 12 000 a.C. e, rapidamente, tornou-se uma arma importante. Essas primeiras maças de madeira, com pedra sílex ou obsidiana encravadas, tornaram-se menos populares devido ao aprimoramento das armaduras de couro curtido que podiam absorver grande parte do impacto. Algumas maças tinham a cabeça inteira de pedra, mas eram muito mais pesadas e de difícil manejo. Maças eram muito utilizadas na idade do Bronze no Oriente Próximo.

A adaga vista aqui neste kit também, era um item multiuso, mas principalmente utilizado fora das batalhas como ferramenta de corte universal, tanto para a alimentação quanto para o corte de madeira fina e outros materiais mais simples.

1244 – Cavaleiro montado, Cerco de Jerusalém

1415 – Arqueiro combatente ou arqueiro de arco longo, Batalha de Azincourt

Batalha de Azincourt foi uma batalha decisiva ocorrida na Guerra dos Cem Anos. Acontecida em 25 de outubro de 1415 (Dia de São Crispim), no norte da França, resultou em uma das maiores vitórias inglesas durante a guerra.

Um detalhe muito importante nesta batalha foi o emprego dos arcos longos (na foto, o item de madeira clara com um adorno escuro no centro), estes que foram eficazmente utilizados pelos ingleses contra os franceses ao longo de séculos. O arco longo inglês pode ser considerado uma das armas mais letais e importantes da história. Foi usado principalmente na Idade Média, e era o maior causador de baixas se usado corretamente. No exército inglês o arco longo já se encontrava intrinsecamente ligado à sua cultura, pois os jovens aprendiam seu manuseio desde cedo para caçar e mais tarde, combater.

1415 – Arqueiro combatente ou arqueiro de arco longo, Batalha de Azincourt

1485 – ‘Homem de armas’ iorquino, Batalha de Bosworth Field

‘Homem de armas’ foi um termo usado desde os períodos da alta Idade Média até o Renascimento para descrever um soldado, quase sempre um guerreiro profissional no sentido de serem bem-treinados no uso de armas, que servia como um cavaleiro pesado totalmente armado. Também podia referir-se a cavaleiros ou nobres, e aos membros das suas comitivas ou mercenários. Os termos cavaleiro e homem de armas são muitas vezes usados como sinônimos, mas ao mesmo tempo todos os cavaleiros equipados para a guerra, certamente, eram homens de armas, mas nem todos os homens de armas eram cavaleiros.

As guerras eram responsabilidades exclusiva dos nobres, segundo a lógica do Feudalismo, portanto esses comandantes eram de famílias nobres, o que permitia a eles o acesso a equipamentos que para a época eram muito caros. A cavalaria era uma arma que criava espaço apenas para membros da nobreza, e isso perdurou até a Primeira Guerra Mundial onde os pilotos de aviões eram normalmente membros da cavalaria, algo visível pelo aspecto de sua indumentária, onde era normal o uso de botas e calças de montaria.

Estas armaduras, ao contrário do que se diz e do que muitos pensam, eram feitas para serem leves e permitirem com que o soldado pudesse se movimentar sem grandes problemas. Tal fato alegando que os soldados que sofriam quaisquer quedas de costas vestindo uma armadura destas o impediria de se levantar, são apenas boatos.

1485 – ‘Homem de armas’ iorquino, Batalha de Bosworth Field

1588 – Caliveiro miliciano, Tilbury

O Arcabuz é uma antiga arma de fogo portátil, espécie de bacamarte. Era chamada vulgarmente de espingarda nas crônicas portuguesas do século XVI. O Caliver (arma da foto) nada mais era do que um arcabuz improvisado, de menor porte e utilizado pelas milícias especialmente na Europa, sendo mais presente na Inglaterra. O Arcabuz e o Caliver foram os predecessores do mosquete, todos estes eram carregados diretamente pelo cano e possuíam o característico fecho de mecha para realizar a ignição da pólvora e assim, concluir o disparo.

Note também o Capacete Morrião ou chamado apenas por Morrião, o popular capacete de conquistador, usado entre os séculos XVI e XVII.

1588 – Caliveiro miliciano, Tilbury

1645 – Mosqueteiro do exército, Primeira Guerra Civil Inglesa

A Batalha de Naseby foi a batalha decisiva durante a Primeira Guerra Civil Inglesa, onde o exército do Rei Carlos I foi dizimado pelo Exército Novo dos cabeças redondas comandados por Sir Thomas Fairfax e Oliver Cromwell.

O Exército Novo foi formado em 1645 pelo Parlamento e dissolvido em 1660 após a Restauração. Era diferente dos demais exércitos à época, uma vez que foi concebido como uma força responsável pelo serviço em todo o país, ao invés de estar circunscrito a uma única área ou guarnição. Como tal, era constituído por soldados em tempo integral, ao invés da milícia usual à época. Além disso, possuía militares de carreira, não tendo assento em qualquer das Casas (dos Lordes ou dos Comuns) e, portanto, não eram ligados a nenhuma facção política ou religiosa entre os parlamentares.

Oliver Cromwell remodelou o exército e, a frente dele, venceu várias batalhas, os soldados passaram a ser promovidos com base na competência e não mais pelo nascimento em uma família de prestigio. Ou seja, o critério de nascimento foi substituído pelo de merecimento, este novo exército (New Model Army) venceu o exército do rei na Batalha de Naseby, que pôs fim à luta. O Rei Carlos Ι foi condenado à morte e executado. A república foi proclamada e Oliver Cromwell assumiu o governo do seu país.

É possível notar o cinto de carregadores (centro direito da foto), onde os pequenos cilindros de madeira carregavam pequenas quantidades específicas de pólvora para auxiliar no recarregamento ágil do mosquete após cada disparo. Também a bolsa de couro com biqueira, algo similar ao que mais tarde chamaríamos de cantil, o pequeno punhal para uso universal e o baralho, o conhecido jogo de cartas com figuras popularizado no sul da Europa à partir do século XIV.

1645 – Mosqueteiro do exército, Primeira Guerra Civil Inglesa

1709 – Sentinela, Batalha de Malplaquet

A Batalha de Malplaquet se deu no dia 11 de setembro de 1709 no marco da Guerra de Sucessão Espanhola. Tropas da França foram vencidas pelas tropas da Aliança – composta pela Áustria, Inglaterra e Holanda – comandadas pelo Duque de Marlborough e pelo Príncipe Eugênio de Saboya. Às 8 da manhã do dia 11 de setembro, o Duque de Marlboroug, à direita do Príncipe Eugênio, cujo exército constava de soldados imperiais e dinamarqueses, avançou para atacar pelo flanco, sem ser bem-sucedido. A infantaria prussiana e holandesa, comandada pelo Príncipe de Orange e o Barão Nagel, encontrou também uma intensa resistência francesa pelo flanco esquerdo.

Depois de serem rejeitados dois ataques, o Príncipe Eugênio dirigiu pessoalmente o terceiro. Suas tropas romperam as linhas francesas e as expulsaram do território de Malplaquet (França). Os aliados perderam 25.000 homens e os franceses sofreram 11.000 baixas e sofreram a derrota definitiva neste confronto. A Batalha de Malplaquet foi uma das batalhas mais sangrentas da Guerra de Sucessão Espanhola.

Aqui já é evidente o uso da baioneta, uma lâmina que podia ser instalada na ponta do cano do mosquete. Algo que se demonstra eficiente até os dias de hoje. A origem do uso da “baioneta” é incerto, mas há registros que alegam que esta arma era utilizada durante a caça, após um tiro mal-sucedido sobre o alvo, onde possibilitava ao caçador a desferir um golpe de lâmina sobre o animal à curta distância. Na França, a baioneta foi introduzida pelo General Jean Martinet e foi comumente utilizada na grande maioria dos exércitos europeus após a década de 1660.

Podemos ver o característico chapéu tricorne (três pontas) no topo à esquerda e uma pequena bíblia no canto inferior esquerdo.

1709 – Sentinela, Batalha de Malplaquet

1815 – Soldado raso, Batalha de Waterloo

O mosquete com pederneira modelo Brown Bess foi desenvolvido em 1722 e usado na época da expansão do Império Britânico. Adquiriu importância simbólica, pelo menos, tão importante quanto a sua importância física. Ele estava em uso há mais de cem anos, com muitas mudanças incrementais no seu design. Estas versões incluem o Long Land Pattern, Short Land Pattern, India Pattern, New Land Pattern Musket, Sea Service Musket e outros. Um soldado bem treinado podia efetuar quatro disparos dentro de um minuto utilizando um mosquete com pederneira.

A origem do nome “Brown Bess” ainda é incerto mas pode ser uma derivação do alemão ou holandês para “marrom” e “cano.” (Os primeiros ferreiros de armas aplicavam uma camada de verniz sobre o metal e a coronha de armas de fogo)

Um detalhe interessante é que neste kit pode-se notar a inclusão da caneca de estanho e o caderno de anotações. Também vale ressaltar a presença de kits de jogos para a distração como xadrez e damas. É visível também, mudança do chapéu Tricorne para o Chacó, esta espécie de quepe comprido com a insígnia em sua face frontal. O cantil veio a se tornar parte do equipamento padrão ao invés de cuias e copos para coletar água de fontes comuns ou rios e lagos. E por fim, o retorno dos calçados com cadarços.

1815 – Soldado raso, Batalha de Waterloo

1854 – Soldado raso da brigada de rifles, Batalha de Alma

A Batalha de Alma foi uma batalha da Guerra da Crimeia, travada entre o Império Russo e a coligação anglofrancootomana. Foi travada em 20 de setembro de 1854, na margem do Rio Alma, hoje em território da Ucrânia. Foi o primeiro grande confronto durante este conflito (1854 – 1856). A coligação aliada derrotou os russos, que perderam cerca de seis milhares de homens. É em memória desta batalha que uma das pontes de Paris recebeu o seu nome: a Ponte de Alma.

A importância da camuflagem já detinha uma certa atenção dentro do âmbito militar nesta época. Com a sofisticação dos rifles militares e sua precisão, a necessidade de o soldado permanecer oculto nos campos de batalha começara a aumentar exponencialmente.

1854 – Soldado raso da brigada de rifles, Batalha de Alma

1916 – Soldado raso, Batalha do Somme

Enquanto a Primeira Guerra Mundial foi a primeira guerra moderna, assim como ilustrado no grupo de itens abaixo, este ainda é considerado um kit primitivo. Juntamente com a máscara de gás, o soldado era equipado com uma espécie de “maça de trincheira”, algo que lembra uma arma medieval.

Durante a a Grande Guerra a camuflagem já era uma estratégia militar levada em conta por vários fatores, além da existência dos vôos de reconhecimento após a inclusão do avião como uma arma de guerra e também pela evolução dos rifles de precisão. Os sobrevoos eram usados para mapear as posições inimigas com o intuito de criar uma condição favorável para os rivais ao possibilitar cercos de artilharia, com isso, a camuflagem passou a ser parte essencial do estudo no desenvolvimento industrial dos novos uniformes militares.

O rifle presente neste kit é o Lee-Enfield, derivado do antigo Lee–Metford que já aplicava um novo método de ação de ferrolho. O Lee-Enfield foi utilizado pelo exército britânico durante as duas grandes guerras e entrou em serviço em 1895, permanecendo até 1957. Disparava de 20 a 30 vezes por minuto com um alcance de aproximadamente 500 metros.

O uso da pá de combate também era algo essencial na época devido à estratégia militar adotada por praticamente todas as nações na época, a guerra de trincheiras.

Nesta época também foi introduzida pela primeira vez o que era chamado de “Rações de Provisão”, que eram nada mais que comida empacotada para ser facilmente preparada e consumida pelas tropas no campo de batalha. Consistiam em três tipos, Ração Reserva, Ração de Trincheira e Ração de Emergência. O uso de rações de combate não era regra para todas as nações envolvidas na guerra, na época. Atualmente as rações de previsão recebem várias nomenclaturas dependendo de sua composição.

Assim como o amplo uso de lanternas portáteis na Segunda Guerra Mundial, algo relativamente novo para o ocidente naquela época eram as Dog Tags ou chapas de identificação. Elas foram introduzidas pelos chineses no século XIX e não demoraram a serem adotadas como instrumento de identificação por quase todas as nações algum tempo depois. A versão da Dog Tag da Primeira Guerra Mundial está logo acima da maça de trincheira, no centro esquerdo da imagem.

Outras inovações da época eram o kit de bandagens de primeiros socorros individual e o relógio de bolso.

1916 – Soldado raso, Batalha do Somme

1944 – Lance corporal, Brigada de Paraquedistas, Batalha de Arnhem

Batalha de Arnhem foi um grande combate travado entre as forças do Exército Alemão e das tropas Aliadas nas cidades holandesas de Arnhem, Oosterbeek, Wolfheze, Driel e no interior do país de 17 a 26 de setembro de 1944. Ela foi parte da Operação Market Garden, uma operação mal sucedida que aconteceu em parte dos territórios da Holanda e Alemanha e que tinha como objetivo principal de expulsar os alemães dos Países Baixos e garantir o avanço livre das tropas aliadas para dentro do território alemão. Ela também foi a maior operação envolvendo tropas aerotransportadas da história.

Nesta imagem notamos que a sofisticação e o número de itens dentro do equipamento militar já aumentara consideravelmente desde o kit do húskarlar da Batalha de Hastings. Para viabilizar um salto com o mínimo de peso possível, os paraquedistas necessitavam de um kit compacto. Sendo assim, foram desenvolvidos inúmeros instrumentos e itens menores que pudessem ser agrupados nas mochilas e bolsas com o objetivo de permitir que o soldado conseguisse saltar sem grandes complicações. Armas menores ou portáteis com coronha retrátil, calças repletas de bolsos e sistemas de fechos inteligentes criaram uma condição em que o equipamento pudesse ser rapidamente desatado do corpo do soldado permitindo uma maior mobilidade, e mesmo assim, os equipamentos de hoje se demonstram mais eficientes contando com apenas um ou dois fechos que se desconectados, liberam todo o equipamento carregado pelo soldado paraquedista.

A comida enlatada era algo amplamente utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, uma vez que os soldados iriam percorrer grandes distâncias, isso criava a necessidade de alimentos duráveis para reduzir a necessidade do apoio logístico por parte do fornecimento de alimentos vindos de seus países de origem.

Uma grande mudança ocorrida nesta época foi o uso do chocolate como fonte de energia para os soldados, sendo ele incluído como parte íntegra do kit de rações.

1944 – Lance corporal, Brigada de Paraquedistas, Batalha de Arnhem

1982 – Royal Marine Commando, Guerra das Malvinas

A Guerra das Malvinas foi um conflito ocorrido nas Ilhas Malvinas (em inglês Falklands), Geórgia do Sul e Sandwich do Sul entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 pela soberania sobre estes arquipélagos austrais reivindicados em 1833 e dominados a partir de então pelo Reino Unido. Porém, a Argentina reclamou como parte integral e indivisível de seu território, considerando que elas encontram “ocupadas ilegalmente por uma potência invasora” e as incluem como partes da província da Terra do Fogo, Antártica e Ilhas do Atlântico Sul.

O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas.

Aqui já é possível vermos o esquema de camuflagem moderno com padrões de formas e de cores derivadas do verde, e também os itens portáteis como câmera fotográfica e rádio.

1982 – Royal Marine Commando, Guerra das Malvinas

2014 – Sapador de apoio, Royal Engineers, Província de Helmland

A evolução da tecnologia que emergiu nesta série de fotografias foi um processo que recebeu um grande avanço no último século. O relógio de bolso hoje é à prova d’água e possui visor digital; o Lee-Enfield de ação de ferrolho foi substituído por carabinas com mira a laser; os coletes camuflados de Kevlar tomaram o lugar das túnicas de lã.

A sofisticação do equipamento do soldado é gigantesca se formos comparar a primeira e esta última fotografia. Passamos de um equipamento pesado e rígido para a mobilidade, para um armamento mais eficiente, preciso e resistente. Saímos da espada para o arco, mosquete e no final, o rifle de precisão que pode atingir o alvo a 1km de distância. Hoje temos uma preocupação maior em manter o soldado vivo do que empregar “buchas de canhão” no campo de batalha com o intuito de ganhar tempo antes de enviar a carga de cavalaria. Aprendemos o quão importante é manter o soldado oculto por camuflagem e a orientação por mapas em território hostil.

A pergunta que fica é: se nos últimos 1000 anos a evolução do armamento militar acelerou-se gradativamente no decorrer dos séculos, o que nos espera nos próximos 50 anos?

2014 – Sapador de apoio, Royal Engineers, Província de Helmland

Fotografias: Thom Atkinson

0 2047

Quando ouvimos relatos de batalhas longas e mortíferas como a Segunda Guerra Mundial, é normal ter uma sensação ruim. No entanto, não importa o que aprendamos sobre a guerra, é difícil realmente imaginar o que as pessoas que passaram por ela enfrentaram. Esses diários nos dão uma noção breve do que é estar em meio a um grande conflito entre nações.

10. Michihiko Hachiya, Hiroshima, 6 de agosto de 1945

diario-segunda-guerra-mundial-10 Em 6 de agosto de 1945, uma bomba atômica foi detonada diretamente sobre Hiroshima, no Japão, matando imediatamente cerca de um quarto da população da cidade e expondo o restante a níveis perigosos de radiação. Um funcionário de hospital chamado Michihiko Hachiya estava deitado em sua casa no momento da explosão, a cerca de 1,5 km do centro da detonação. O calor queimou sua roupa e criou graves queimaduras no seu corpo. Seu diário, publicado em 1955, narra suas experiências naquele dia.

“Nós começamos, mas depois de 20 ou 30 passos, eu tive que parar. Minha respiração ficou curta, meu coração batia forte, e minhas pernas cederam sob mim. Uma sede avassaladora me tomou e eu implorei a Yaeko-san para me encontrar um pouco de água. Mas não havia água para ser encontrada. Depois de um tempo, minha força voltou um pouco e fomos capazes de seguir em frente. Eu ainda estava nu e, embora eu não sentisse nem um pouco de vergonha, eu estava perturbado ao perceber que a modéstia tinha me abandonado… Nosso progresso para o hospital foi interminavelmente lento, até que, finalmente, as minhas pernas, duras de sangue seco, se recusaram a me levar mais longe. A força, mesmo a vontade, de ir em frente me abandonou, então eu disse a minha esposa, que estava quase tão gravemente ferida quanto eu, para ir sozinha. Ela se opôs a isso, mas não havia escolha. Ela tinha que ir em frente e tentar encontrar alguém para voltar por mim”.

9. Zygmunt Klukowski, Szczebrzeszyn, 21 de outubro de 1942

diario-segunda-guerra-mundial-9 Em 20 de janeiro de 1942, 15 altos funcionários nazistas fizeram uma conferência para discutir a implementação de uma “Solução Final” para obliterar o povo judeu. Demorou mais nove meses para o genocídio alcançar a pacata cidade de Szczebrzeszyn, no sudeste da Polônia. Zygmunt Klukowski, o médico-chefe de um pequeno hospital local, fez anotações sobre o horror que presenciou.

“De manhã cedo até tarde da noite assistimos eventos indescritíveis. Soldados armados da SS, gendarmes e a ‘polícia azul’ correram pela cidade à procura de judeus. Judeus foram reunidos no mercado. Judeus foram retirados de suas casas, celeiros, adegas, sótãos e outros esconderijos. Tiros foram ouvidos durante todo o dia. Às vezes, granadas de mão foram jogadas nos porões. Judeus foram espancados e chutados; não fazia diferença se eram homens, mulheres ou crianças pequenas. Todos os judeus serão abatidos. Entre 400 e 500 foram mortos. Poloneses foram forçados a começar a cavar sepulturas no cemitério judaico. A partir de informações que eu recebi, cerca de 2.000 pessoas estão se escondendo. Os judeus presos foram colocados em um trem na estação ferroviária para serem transferidos para um local desconhecido. Foi um dia terrível, eu não posso descrever tudo o que aconteceu. Você não pode imaginar a barbárie dos alemães. Estou completamente acabado e não consigo me encontrar”.

8. Lena Mukhina, Leningrado, 3 de janeiro de 1942

Lena Mukhina Leningrado 3 de janeiro de 1942Dependendo da fonte, estima-se que entre 7 a 20 milhões de civis russos morreram como resultado direto da Segunda Guerra Mundial. Em Leningrado, 750.000 pessoas morreram de fome durante o estado de sítio mantido pelos alemães por mais de dois anos, de setembro de 1941 a janeiro de 1944. Lena Mukhina, de 17 anos, escreveu sobre o Cerco a Leningrado logo no seu início. Conforme o tempo se passou, os moradores foram obrigados a comer ratos, gatos, terra e cola. Houve relatos generalizados de canibalismo.

“Estamos morrendo como moscas aqui por causa da fome, mas ontem Stalin deu mais um jantar em Moscou, em honra ao [Secretário do Exterior britânico, Anthony] Eden. Isso é ultrajante. Eles enchem a barriga lá, enquanto nós nem sequer ganhamos um pedaço de pão. Eles brincam de anfitrião em todos os tipos de recepções brilhantes, enquanto nós vivemos como homens das cavernas, como toupeiras cegas”.

7. Felix Landau, Drohobych, 12 de julho de 1941

diario-segunda-guerra-mundial-7 Felix Landau era um membro da SS alemã. Durante a guerra, ele passou a maior parte do tempo servindo no Einsatzkommando, um esquadrão da morte encarregado de exterminar judeus, ciganos, intelectuais poloneses e uma série de outros grupos. Seu notável diário detalha seus crimes terríveis. Abaixo, confira um relato de suas ações na cidade de Drohobych, no oeste da Ucrânia. Vale notar que, depois da guerra, Landau conseguiu escapar da captura até 1959, quando foi levado a julgamento e condenado à prisão perpétua. Ele foi libertado por “bom comportamento” em 1971 e morreu em 1983.

“Às 6:00 da manhã de repente eu fui acordado de um sono profundo. Reportar para uma execução. Tudo bem, então eu vou brincar de carrasco e, em seguida, coveiro, porque não. Não é estranho, você ama batalha e, em seguida, tem que atirar em pessoas indefesas. Vinte e três tiveram de ser baleados, entre eles duas mulheres. Eles são inacreditáveis. Eles até mesmo se recusam a aceitar um copo de água de nós. Eu fui designado artilheiro e tive que atirar em qualquer fugitivo. Nós dirigimos um quilômetro ao longo da estrada fora da cidade e, em seguida, viramos para a direita em uma floresta. Havia apenas seis de nós naquele momento e tivemos que encontrar um local adequado para atirar [nos fugitivos] e enterrá-los. Depois de alguns minutos, encontramos um lugar. Os candidatos à morte receberam pás para cavar a sua própria sepultura. Dois deles estavam chorando. Os outros certamente têm uma coragem incrível. Que diabos se passa pelas suas mentes durante esses momentos? Eu acho que cada um deles abriga uma pequena esperança de que de alguma forma não será morto. Os candidatos à morte são organizados em três turnos, já que não há muitos túmulos. Estranhamente, estou completamente impassível*. Sem piedade, nada. Esse é o jeito que é e, em seguida, está tudo acabado. Meu coração bate um pouco mais rápido quando involuntariamente eu recordo os sentimentos e pensamentos que eu tive quando eu estava em uma situação similar”.

*No sentido de não estar sentindo nenhuma emoção.

6. Leslie Skinner, noroeste da Europa, 4 de agosto de 1944

diario-segunda-guerra-mundial-6

O diário do Capitão Leslie Skinner documenta suas experiências do conflito imediatamente após os desembarques do Dia D. Skinner não era um soldado de combate, mas sim um padre servindo como capelão do exército. Conhecido como “Padre Skinner”, seu trabalho era proporcionar conforto espiritual e realizar últimos sacramentos. A parte mais angustiante da sua função envolvia recuperar os corpos dos mortos para dar-lhes um enterro apropriado.

“A pé, localizei tanques. Apenas cinzas e metal queimado no tanque de Birkett. Procurei nas cinzas e encontrei restos de ossos pélvicos. Em outros tanques três corpos ainda dentro. Não foi possível remover os corpos, após muita dificuldade – negócio desagradável – doente”.

“Trabalho temeroso pegar pedaços e remontá-los para a identificação e colocá-los em cobertores para o enterro. Sem infantaria para ajudar. O líder do esquadrão me ofereceu alguns homens para ajudar. Recusei. Quanto menos homens que vivem e lutam em tanques tiverem a ver com este lado das coisas, melhor. Meu trabalho. Este foi mais do que normalmente doente. Realmente indutor de vômitos”.

5. David Koker, Holanda, 4 de fevereiro de 1944

diario-segunda-guerra-mundial-5 Enquanto os sobreviventes do Holocausto escreveram uma série de memórias, apenas alguns diários foram recuperados a partir dos campos de concentração. Um deles foi escrito por David Koker, um estudante holandês de ascendência judaica que foi enviado para o Camp Vught no sul da Holanda em fevereiro de 1943. Enquanto a maioria dos prisioneiros do campo de concentração não podia manter um diário, David fez amizade com o gerente do local e sua esposa, o que significa que tinha privilégios. O trecho abaixo descreve Heinrich Himmler, o chefe da SS e um dos principais arquitetos do Holocausto. Himmler visitou Vught em fevereiro de 1944, dando a Koker uma visão inédita do homem responsável por perseguir seu povo.

“Um pequeno homem frágil de aparência insignificante, com um rosto bastante bem-humorado. Boné de pala alto, bigode e óculos pequenos. Eu penso: se você quiser rastrear toda a miséria e horror para apenas uma pessoa, teria que ser ele. Em torno dele, um monte de companheiros com rostos cansados. Homens muito grandes, fortemente vestidos, eles seguem para qualquer canto que ele se vire, como um enxame de moscas, trocando de lugar entre si (eles não ficam parados por nem um momento), movendo-se como um único conjunto. Passa uma impressão fatalmente alarmante. Eles olham para todos os lados sem encontrar nada para se concentrar”.

4. George Orwell, Londres, 15 de setembro de 1940

diario-segunda-guerra-mundial-4Durante a guerra, o famoso escritor George Orwell estava entre os 8,6 milhões de habitantes de Londres. Além de sua obra literária, ele manteve um diário detalhado de suas experiências durante a guerra. O diário é recheado principalmente com discussões políticas, mas de vez em quando possui um relato de ataques aéreos, como o de setembro de 1940, quando a RAF lutava pelo controle dos céus sobre o sul da Inglaterra durante a Batalha da Grã-Bretanha. As pessoas comemoravam quando um avião alemão caia, por medo de que Hitler invadisse a Inglaterra.

“Esta manhã, pela primeira vez, vi um avião abatido. Ele caiu lentamente das nuvens, nariz à frente, como um pássaro baleado lá no alto. Um júbilo formidável entre as pessoas assistindo, pontuado momento sim, momento não com a pergunta: ‘Tem certeza que é alemão?’. Tão intrigantes são as instruções dadas, e tantos os tipos de avião, que ninguém sequer sabe quais são os aviões alemães e quais são os nossos. Meu único teste é que, se um bombardeiro é visto sobre Londres, deve ser alemão, enquanto que um caça é mais provável de ser nosso”.

3. “Ginger”, Pearl Harbor, 7 de dezembro de 1941

diario-segunda-guerra-mundial-3O bombardeio de Pearl Harbor por forças japonesas tornou dois conflitos regionais existentes na Europa e na China em uma Guerra Mundial. Voltado para a base naval norte-americana na costa sul de Oahu na ilha do Havaí, o ataque surpresa deixou 2.403 americanos mortos e foi o catalisador para os Estados Unidos entrarem na guerra. A área de Pearl Harbor não se restringia a militares, no entanto, mas também era habitada por famílias e ilhéus. O trecho de diário abaixo foi escrito por uma menina de 17 anos conhecida como “Ginger”.

“Fui acordada às oito horas da manhã por uma explosão em Pearl Harbor. Levantei-me pensando que algo emocionante provavelmente estava acontecendo por lá. Mal sabia eu! Quando cheguei à cozinha toda a família, excluindo Pop, estava olhando para o Arsenal de Marinha. Ele estava sendo consumido por fumaça preta e mais explosões espantosas… Então eu fiquei extremamente preocupada, assim como todos nós. Mamãe e eu saímos na varanda da frente para dar uma olhada melhor e três aviões passaram zumbindo sobre nossas cabeças, tão perto de nós que poderíamos lhes ter tocado. Eles tinham círculos vermelhos em suas asas. Logo entendemos! Nesse momento as bombas começaram a cair por todo o Hickam. Ficamos nas janelas, não sabendo mais o que fazer, e observamos o fogo trabalhar. Era exatamente como os cinejornais da Europa, só que pior. Vimos um monte de soldados correndo em nossa direção a partir do quartel e, em seguida, uma linha de bombas caiu atrás deles, levando todos para o chão. Fomos inundados em uma nuvem de poeira e tivemos que correr fechar todas as janelas. Enquanto isso, um grupo de soldados tinha entrado em nossa garagem para se esconder. Eles foram totalmente tomados de surpresa e muitos deles não tinham sequer uma arma ou qualquer coisa”.

2. Wilhelm Hoffman, Stalingrado, 29 de julho de 1942

diario-segunda-guerra-mundial-2

As batalhas mais importantes e sangrentas da Segunda Guerra Mundial foram travadas na Frente Oriental. Uma delas foi a de Stalingrado, onde um banho de sangue de cinco meses virou a maré em favor da União Soviética. No entanto, antes dos alemães levarem a guerra até essa cidade, eles tinham tidp vitória após vitória e estavam confiantes de que poderiam conquistar a Rússia, como bem expressou Wilhelm Hoffman, um soldado da 94ª Divisão de Infantaria do Sexto Exército alemão:

“O comandante da companhia diz que as tropas russas estão completamente quebradas, e não podem aguentar por mais tempo. Chegar a Volga e tomar Stalingrado não é tão difícil para nós. O Fuhrer sabe qual o ponto fraco dos russos. A vitória não está longe”.

Isso foi em julho. Em dezembro, os alemães é que estavam cercados. Nesse ponto, o diário de Hoffman se torna pessimista sobre as chances de vitória. O relato de 26 de dezembro de 1942 está em contraste gritante com a sua atitude durante o verão:

“Os cavalos já foram comidos. Eu comeria um gato; eles dizem que sua carne também é saborosa. Os soldados parecem cadáveres ou lunáticos, à procura de algo para colocar em suas bocas. Eles já não se cobrem dos ataques russos; não têm a força para caminhar, correr e se esconder. Maldita seja esta guerra!”.

Hoffman morreu em Stalingrado, embora não saibamos exatamente como ou quando.

1. Hayashi Ichizo, Japão, 21 de março de 1945

diario-segunda-guerra-mundial-1No imaginário popular, os pilotos kamikazes japoneses eram todos fanáticos imperialistas ansiosos para se sacrificar por seu país. Oficialmente, é dito que todos se voluntariaram, mas a realidade é que muitos foram essencialmente forçados a cumprir esse papel, como foi o caso do estudante japonês Hayashi Ichizo, chamado pelo exército em 1943 com a idade de 21 anos. Se você acha que ele era muito jovem para se candidatar à morte, saiba que nem sequer era o mais novo entre os kamikazes, título que coube a Yukio Araki, na foto acima segurando seu cachorro, que tinha apenas 17 anos. Em seu diário, Hayashi relatou como foi ser designado para servir como um piloto suicida:

“Para ser honesto, eu não posso dizer que o desejo de morrer pelo imperador é genuíno, que vem do meu coração. No entanto, é decidido por mim que eu morra para o imperador. Não vou ter medo do momento da minha morte. Mas eu estou com medo de como o medo da morte vai perturbar a minha vida… Mesmo para uma vida curta, há muitas memórias. Para alguém que teve uma vida boa, é muito difícil se separar dela. Mas cheguei a um ponto de não retorno. Eu devo mergulhar em um navio inimigo. À medida que a preparação para a decolagem se aproxima, sinto uma forte pressão sobre mim. Eu não acho que eu posso encarar a morte… Eu tentei o meu melhor para escapar em vão. Então, agora que eu não tenho escolha, eu devo ir valentemente”.

Sua missão suicida foi concluída em 12 de abril de 1945, cinco meses antes da rendição do Japão.

Fonte: Hyperscience

0 886
Joe Bell
Joe Bell
Uma cena emocionante foi registrada no ano passado num subúrbio de San Jose, na California. Diversas pessoas participavam de uma corrida atlética em homenagem ao soldado Pat Tillman, natural daquela cidade, que morreu em ação no Afeganistão.
Quando os corredores passaram pela vizinhança de Rose Garden, estava em sua porta, de uniforme e bibico, o veterano Joe Bell, de 95 anos. Ele acenava para os corredores, até que um deles acenou de volta. Foi então que a vizinha Julia Sulek começou a gravar com seu telefone celular, e algo totalmente espontâneo aconteceu.
Um dos corredores saiu do trajeto para cumprimentar o veterano Bell, dizendo “obrigado por seu serviço“. Aos poucos, mais e mais corredores repetiram o gesto, até que montes de pessoas se enfileiravam para cumprimentar o surpreso senhor. “Nunca havia recebido esse reconhecimento na minha vida“, disse ele. “Me abraçaram, me beijaram e sacudiram minhas mãos. Não sabia que tantas pessoas podiam ser capazes de fazer disso“.
Joe Bell nasceu em 1919 e juntou-se ao Exército em 1942, sendo treinado como paraquedista da OSS, executando missões especiais de demolição na África e Itália. Depois da guerra retornou a San Jose, onde casou-se e teve sete filhos.
Joe Bell faleceu este ano, aos 95 anos, viúvo e morava com um dos filhos. Escutava muito pouco, mas sua mente era muito afiada. Fazia natação quase todos os dias e era figura frequente no Centro de Veteranos local.
O vídeo de Julia tornou-se viral e em pouco mais de 24 horas já havia ultrapassado 1 milhão de visualizações.
Um momento muito bonito, sem sombra de dúvida:

11025762_791745177574805_5623456987715373154_n 11010960_791745130908143_5401983707469637581_n

11066090_791744760908180_6962483783191205895_n

11058500_791745017574821_1507857080663331665_n

Milhares de tropas francesas e alemãs morreram defendendo colinas e vales franceses durante a grande guerra, e quase 100 anos depois seus restos mortais já embalsamados pelo barro e o clima úmido ainda continuam sendo descobertos. Assim também com os explosivos: granadas de mão que relembram o formato de batatas.

10981199_791744720908184_2768339365381237479_n

Existem aproximadamente 500 cavernas, muitas delas repletas de complexos de túneis e salas por onde perambulavam soldados sujos e fadigados após dias de combate intenso e cargas de artilharia ao redor. E aina assim estas cavernas não são parte regular dos campos de batalha.

11000614_791744970908159_1450835386989975832_n

 

11069856_791744640908192_953885314103638789_n

Estas cavernas eram inicialmente usadas como hospitais. Mas quando chegava o inverno, à medida em que o campo de batalha se transformava em um lamaçal de proporções gigantescas, as paredes rochosas eram tornavam-se um abrigo valioso para estas tropas em rodízio com a linha de frente. Estas cavernas também eram frequentemente usadas como estábulos, também como prisão para os capturados durante o avanço. Sapatos ainda permanecem espalhados pelo local, assim como vergalhões fincados nas paredes onde passavam os fios de eletricidade e telefone.

14316_791744990908157_7248830254435974915_n-591x400

As temperaturas dentro das cavernas fazem com que seu interior permaneça seco, o que é positivo para a conservação dos murais entalhados nas paredes.

1743639_791745170908139_9054197112601074813_n

 

13022_791744637574859_7095071659596169535_n 11073972_791744947574828_1313687534883586824_n 11073305_791744784241511_3402687470419761047_n 11056894_791745064241483_7579324783112546217_n 11050272_791744810908175_6094584881651645827_n 11034038_791745034241486_7998754274734868613_n 11008419_791744917574831_5211806279084985293_n-1 10996491_791745077574815_4756758381358582818_n 10982295_791744737574849_8258141176030513519_n 10980733_791744957574827_6210662229922771606_n 10455939_791744870908169_1884472688127239096_n 10361031_791745097574813_7530441544782043546_n 1962737_791744830908173_6003249355461172132_n

 

0 7929
Civis não sentem falta do combate. Soldados sim.

O Jornalista Sebastian Junger comenta sua experiência durante o período que ficou alocado com soldados do Exército dos Estados Unidos em um posto avançado no Vale Korengal, no Afeganistão, chamado Restrepo. Ele Analisa a “alteração do estado mental” que surge com a guerra, e mostra como o combate dá aos soldados uma experiência intensa sobre irmandade e conexão.

Então, no final de tudo, será que o que soldado sente falta é algo que pode ser considerado moralmente como o “o oposto da guerra”?

Saiba mais sobre Sebastian Junger aqui.

0 336

A jornalista Janine di Giovanni, esteve nos piores lugares na Terra para retratar histórias do conflito na Bósnia, Serra Leoa e mais recentemente na Síria. Ela conta a luta de outras pessoas para sobreviver em meio a estes conflitos explorando o choque que é a transformação de uma rua comum em uma zona de combate completamente destruída.

Saiba mais sobre Janine aqui.

Veja a palestra na íntegra.

RANDOM POSTS

0 229
  Passados 3 meses desde o lançamento do filme (12 de Julho de 2017), creio que todos os nossos leitores provavelmente já assistiram este nostálgico...