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Navio

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O INS Vikramaditya (em sânscrito, “Vikramaditya” significa “Bravo como o Sol”) é um porta-aviões da classe Kiev que entrou em serviço na marinha indiana em 2013. Ele foi renomeado em honra ao lendário imperador da antiga cidade sagrada fundada no Século I AC chamado Ujjain, capital do reino Avanti – hoje parte da nação Indiana.

Originalmente batizado de Baku e lançado em 1987, o porta-aviões serviu a Marinha Soviética e depois russa (como Almirante Gorshkov) antes de ser retirado de serviço em 1996 por ser considerado muito caro para ser operado em uma era pós-Guerra Fria. A belonave foi comprada pela Índia em 20 de janeiro de 2004 depois de anos de negociações por um preço final de US$ 2,35 bilhões. O navio completou seus testes de navegação em julho de 2013 e seus testes de aviação em setembro de 2013.

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Ele foi comissionado em 16 de novembro de 2013 em uma cerimônia montada em Severodvinsk, na Rússia. Em 14 de junho de 2014, o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, introduziu formalmente o INS Vikramaditya à Marinha Indiana e o dedicou à nação.

Confira a ficha técnica

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O que mudou

O desenho da carcaça permanece quase o mesmo do original Almirante Gorshkov, lançado em 1982, mas possui uma tonelagem ainda maior. 1750 dos 2500 compartimentos do navio foram remanufaturados, e os cabeamentos foram refeitos para comportar os novos radares e sensores. Os elevadores foram melhorados, e dois decks de contensão foram colocados para permitir que os aviões de combate possam liberar empuxo total antes de serem projetados ao voo. Três sistemas de engrenagens desaceleradoras foram instaladas na parte traseira da plataforma inclinada e instrumentos de navegação e mecanismos de auxilio de pouso foram adicionados como a “decolagem curta com recuperação por arresto” (STOBAR).

A plataforma de lançamento foi inclinada em 14.3 graus acima da original. O elevador com capacidade de 20 toneladas foi ampliado para 30. Um sistema de radares de longo alcance foi instalado juntamente com o sistema de guerra eletrônica que envolve o uso do espectro (bolha) eletromagnético, ou energia dirigida para o controlar, atacar um inimigo ou impedir ataques inimigos através deste espectro. Este artifício permite que o navio seja envolvido em uma “bolha” de proteção de aproximadamente 500 km ao seu redor. Um mastro de grandes proporções foi instalado para acomodar diversos dispositivos de comunicação. Estas mudanças demandaram a instalação de 2.300 km de novos cabos, e 3.000 km de novas tubulações elétricas.

As oito caldeiras foram substituídas por novas, convertidas para levar diesel utilizandoLSHSD (combustível de alta combustão com menos enxofre ou Low Sulphur High Speed Diesel) ao invés de óleo de fornalha, cada um provendo uma capacidade de vapor de 100 toneladas por hora. As quatro hélices propulsoras produzem o equivalente de empuxo de 180.000 HP (134.226 kW) ao eixo rotativo e uma velocidade máxima de 30 nós. Seis geradores italianos movidos à diesel de 1.5 MW, um Global Marine Communication System, um radar de navegação Sperry Bridgemaster entre outras atualizações como um novo sistema de ar condicionado e vários novos sistemas de acomodação para os marinheiros.

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Os novos armamentos e sistemas de orientação

Os sistemas de combate incorporados ao navio são controlados por LESORUB-E, o sistema de informações de ação auxiliado por computador. Ele coleta dados dos sensores de dados espalhados pelo navio e cria uma noção da situação ao seu redor. O sistema de comunicação CCS MK II foi instalado para comunicações externas e o sistema de dados táticos Link II habilita a integração das operações centradas em rede da Marinha Indiana.  Sistemas de lançamento e recuperação modernos foram instalados para lidar com aeronaves diferentes – o sistema de pouso LUNA para MiG-29Ks e o sistema de aterrissagem DAPS para Sea Harriers. Foi instalado um sistema de tráfego aéreo automatizado chamado RESISTOR-E, que presta assistência durante a aproximação, pouso e navegação de curto alcance para os pilotos a uma distância de até 30 metros do deck.

O navio pode transportar mais de 30 aeronaves, compostas por MiG-29K/Sea Harrier e helicópteros Kamov K-31, Kamov K-28, Sea King, ALH-Dhruv e Chetak. O MiG-29ambivalente é a principal plataforma ofensiva do navio. O comprimento total do lançador tem entre 160-180 metros com um alcance de mais de 700 milhas náuticas, que pode ser estendido para mais de 1.900 milhas náuticas com reabastecimento aéreo. Suas armas incluem mísseis anti-navio, mísseis BVR (além do campo visual), bombas guiadas e mísseis convencionais.

Durante o primeiro reequipamento previsto para 2017, a belonave será armada com oBarak 8 (foguete indo-israelense de longo alcance) e do sistema de defesa aérea (LR-SAM), que está sendo testado. Ele é iniciado a partir de células de lançamento vertical e tem um alcance de ataque de 6-70 km. Isso possibilitará o navio a transportar até 48 mísseis.

O tempo de vida-útil do navio está programado para 40 anos, e é improvável que possa requerer qualquer trabalho de reparação importante por pelo menos uma década. Mais de 70% do navio e do seu equipamento é novo e o restante foi remodelado. Estaleiro Sevmash irá fornecer o serviço de garantia, incluindo a manutenção para os próximos 20 anos.

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Pela primeira vez desde 1987, quando o navio museu foi reparado pela última vez, os residentes de São Petesburgo tiveram a oportunidade de assistir o Aurora sendo rebocado por debaixo dos braços das pontes de Troitsky, Dvortsovy e Blagoveshchensky. Os rebocadores levaram o cruzador para as docas da planta marítima de Kronstadt, em um percurso de 40 quilômetros.

São Petesburgo viveu momentos de nostalgia à medida em que o antigo cruzador atravessava as águas do Rio Neva.
São Petesburgo viveu momentos de nostalgia à medida em que o antigo cruzador atravessava as águas do Rio Neva.

O Ministro da Defesa espera que o cruzador retorne ao seu “eterno sepulcro” no aterro de Petrogrado após sua reforma que irá até 2016. Os prazos finais para o reparo serão anunciados depois que o navio estiver devidamente atracado e as partes do casco inferior forem examinadas, disse o chefe do Ministério da Defesa, Anton Gubankov.

Este vídeo aéreo mostra o deslocamento da belonave através do Rio Neva no centro de São Petesburgo em 21 de Setembro de 2014. O velho cruzador, que foi usado durante a Guerra Russo-japonesa em 1904-1905 e a Revolução de Outubro em 1917, foi rebocado rumo ás docas de Kronstadt para reparos periódicos.

No ano passado a belonave celebrou seus 110 anos. O cruzador esteve em combate pela marinha por quase meio século, de 1903 a 1948, combatendo nas batalhas da Guerra Russo-Japonesa, Revolução de Outubro, Primeira Guerra e Segunda Guerra.

Em 1948 o cruzador foi atracado ao aterro de Petrogrado e serviu como base de treinamento para a Academia Naval Leningrad Nakhimov até o ano de 1956. Em 1957 o Cruzador Aurora foi transformado em navio museu, sendo uma extensão do Museu Naval Central. Atualmente o cruzador está registrado no Ministério da Cultura como patrimônio cultural russo.

Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo

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