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Fatos

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Matt Damon foi o único ator que não precisou passar pelo árduo treinamento militar antes das filmagens. Damon foi poupado para que os outros atores sentissem uma certa inveja ou ressentimento e que isso ficasse nítido durante as gravações

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Aproximadamente 40 barris de sangue falso foram usados para recriar a sangrenta invasão na praia Omaha para a abertura do filme.

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Um dos atores na versão do filme dublada em alemão, era na verdade um veterano alemão que combateu na Normandia no fatídico 6 de junho de 1944. Ele teve de ser dispensado das dublagens devido ao realismo do filme.

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Neil Patrick Harris chegou a ser cogitado para o papel de Ryan.

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Antes de Tom Hanks ser escolhido para o papel de Capitão John Miller, Spielberg considerou Mel Gibson e Harrison Ford para o papel principal.

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Tom Sizemore travava uma batalha contra o vício em drogas durante o período das filmagens. Spielberg deu a ele um ultimato onde ele deveria fazer exames de sangue todos os dias, e se falhasse em um deles, ele seria substituído e suas cenas refilmadas, mesmo que o filme já tivesse em suas últimas etapas de gravação.

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Quando Matt Damon foi escolhido para o papel de Ryan, Spielberg buscava na época um ator relativamente desconhecido. Não deu muito certo quando o filme Gênio Indomável foi lançado e fez de Damon um astro da noite para o dia pouco antes do filme de Spielberg ser lançado mundialmente.

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As salas de cinema do mundo todo foram orientadas as aumentar o volume durante a projeção do filme, isto devia-se ao aspecto crucial de recriar o ambiente de guerra enquanto o filme era assistido.

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Os sons de disparos das armas usadas no filme foram gravadas utilizando armas originais de época com munição real.

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Em antecipação a todos os veteranos que por ventura traumatizariam-se ao assistir o filme, o Departamento de Assuntos Militars aos Veteranos disponibilizaram uma espécie de 0800 para dar suporte a casos críticos ocasionados pelo filme.

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Em meio aos exercícios incrivelmente difíceis durante o treinamento militar, os atores tiveram de passar por testes em situações onde a chuva era intensa permanecendo totalmente encharcados, e tendo de chamarem entre si apenas pelos nomes de seus personagens, ainda tendo que aturar o instrutor os chamando de “cocôs” o tempo todo.

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A Batalha de Omaha Beach foi filmada em sequência durante um período de quatro semanas, levando a ação da praia até o alto da orla sendo filmada dia após dia. Steven Spielberg alega que nada do planejamento foi colocado no storyboard em antecipação. Tudo “na raça”.

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A cena de Omaha Beach custou 11 milhões e envolveu até 1000 figurantes, alguns deles eram membros da Reserva do Exército Irlandês. Destes figurantes, 20-30 deles eram amputados empregados usando próteses para simular seus membros sendo arrancados e explodidos nas cenas.

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As tremulações de câmera nas explosões aconteciam pelo fato de que Steve Spielberg usou uma espécie de dispositivo que vibrava a câmera, que eram ligados quando necessário. Durante as gravações usando este efeito, o diretor de fotografia avisou Spielberg que um “tremedor” de lentes já existia. Spielberg disse numa entrevista que achava que ele havia inventado esta nova ferramenta para o filme.

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Dois dos LCV usados para desembarcar os soldados nas cenas da praia foram usados durante a Segunda Guerra Mundial.

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Durante cena inicial no mar, as munições usadas pelos atores eram cenográficas e feitas de madeira, já que as réplicas de metal eram muito pesadas.

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Interessantemente, durante a marca de 45 minutos do filme, Paul Giamatti diz “As estradas estão calmas há 45 minutos”.

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Algumas pessoas reclamaram que a cena em que os Rangers estão disparando morteiros manualmente sobre os soldados alemães não tinha precisão histórica. Na verdade, Charles Kelly, que recebeu a Medalha de Honra, fez exatamente o mesmo processo de disparo durante uma batalha na Itália em 1943.

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Spielberg foi parabenizado pela autenticidade do filme. O ator James Doohan, que atuou em Star Trek, foi especialmente gentil. Doohan perdeu o dedo do meio de sua mão direita e foi ferido durante a guerra. Não obstante, ele participou da Invasão da Normandia em 6 de junho de 1944, na Praia Juno, onde a 3ª Divisão de Infantaria Canadense liderou o ataque. Ele apoiou e parabenizou Spielberg por seu filme ao não poupar esforços para recriar os detalhes mais grotescos.

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Na Índia, o filme foi censurado por conter muita violência. O país solicitou cortes, recusados por Spielberg e ao invés disso, ele decidiu não lançar o filme na Índia. Então, um dos ministros do governo indiano assistiu o filme, e impressionado, soltou uma nota para que o liberassem sem cortes.

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Os dois soldados “alemães” que foram fuzilados tentando renderem-se, na verdade eram Tchecos. Eles diziam, “Por favor não atire em mim, eu não sou alemão, eu sou tcheco, eu não matei ninguém, eu sou tcheco!”. Muitos cidadãos tchecos e poloneses foram forçados a combaterem do lado alemão durante guerra pelo fato de que seus países haviam sido ocupados pela Alemanha durante as fases iniciais da guerra.

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Ao usar o rádio na cena da praia, Capt. Miller dizia ‘CATF’, o que significa que estava falando com o comandante e solicitando: “Força Tarefa Anfíbia” (Amphibious Task Force).

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Matt Damon improvisou a estória que ele conta, ao final do filme, sobre espionar seu irmão no celeiro com a garota feia. O discurso foi chocante e particularmente não foi engraçado ou interessante, mas a direção decidiu que por este fato funcionou; era uma verdade contada por um jovem imaturo como Ryan, fadado ao ser o ponto central de uma operação militar. Steven Spielberg gostou tanto que decidiu deixá-la no filme.

Batalha das Ardenas

A Batalha das Ardenas foi um dos últimos “seja o que Deus quiser” para um ditador que já se encontrara sem muitas opções. Hitler precisava desesperadamente de uma vitória, seja ela no fronte oeste ou leste. Ao lembrar de sua série de vitórias após esgueirar-se na Floresta das Ardenas em 1940, Hitler tentou repetir o mesmo feito em 1944.

31 de dezembro de 1944, tropas aliadas e carros de combate avançam em direção às linhas alemãs nos arredores de Bastogne - foto: US Army
31 de dezembro de 1944, tropas aliadas e carros de combate avançam em direção às linhas alemãs nos arredores de Bastogne – foto: US Army

Em dezembro, 200.000 tropas alemãs e 1.000 carros de combate chocaram-se contra 80.000 tropas aliadas. Aqui estão nove fatos que muitos não sabem sobre o que aconteceu por lá.

1. Os aliados ignoraram vários avisos sobre a iminência de uma grande batalha.

Soldados entrincheiram-se num momento de rotina
Soldados entrincheiram-se num momento de rotina

Uma das grandes vantagens da Alemanha durante a Batalha das Ardenas foi o fato de que os aliados foram pegos de surpresa. Comandantes aliados se oriantavam por intermédio de comunicações feitas lado a lado com um órgão de inteligência britânico chamado “Ultra”, que consistia em decifrar as transmissões de rádio feitas com o uso da conhecida Máquina Enigma. Mas os alemães agiam sob o total sigilo e comunicavam-se tipicamente por linhas telefônicas quando ainda dentro de suas fronteiras. Alguns comandantes americanos submeteram vários relatórios indicando a presença de um grande contingente alemão próximo às Ardenas, enquanto outros debochavam de prisioneiros inimigos durante alegações de que um grande ataque estava por vir. Muitos ainda diziam que os americanos estavam cegos devido ao seu histórico de vitórias pela Europa – colocando os alemães em posições defensivas desde o Dia-D – mas os alto comando americano, além disso, considerava aquela região inóspita e íngreme demais para acomodar o planejamento de um possível contra-ataque alemão. Como resultado, quando a ofensiva alemão finalmente começou, a região possuía poucas defesas e apenas alguns soldados americanos exaustos e inexperientes.

2. Mais de 1 milhão de homens envolveram-se no combate.

Foto: US Army
Foto: US Army

A batalha começou com o ataque de 200.000 alemães contra 80.000 tropas aliadas. Mas, como o 3º Exército de Patton fez a famosa guinada de 90º para atingir o flanco alemão e outras tropas aliadas correram desesperadamente para auxiliar os defensores, 600.000 tropas aliadas expulsaram o contingente alemão que aumentara em mais 500.000 homens ao final da batalha.

3. Inicialmente, as tropas aliadas concentravam-se na região apenas para descanso e treinamento.

Soldado Frank Vukasin de Great Falls, Montana, recarrega seu rifle em Houffalize, Bélgica, em 15 de janeiro de 1945. FOTO: US Army
Soldado Frank Vukasin de Great Falls, Montana, recarrega seu rifle em Houffalize, Bélgica, em 15 de janeiro de 1945. FOTO: US Army

As Ardenas eram usadas como campo de treinamento para soldados inexperientes e para o descanso de tropas que voltavam da linha de frente. Americanos estacionados naquela área eram vistos como soldados que possivelmente iriam morrer ou recuar. Todo o plano estratégico de Hitler baseava-se e dependia crucialmente deste fator.

Ao invés disso, recrutas se tornaram experientes da noite para o dia e veteranos cansados cavavam suas trincheiras para frear o avanço alemão. Esquadrões anti-carro escolhiam pontos chave nas vilas e passagens entre as montanhas, criando barricadas em chamas feitas com blindados alemães abatidos em combate para driblar e frear a Blitzkrieg com o objetivo de manterem as tropas inimigas expostas em locais já conhecidos e explorados pelos aliados.

4. A primeira vez em que o Exército dos EUA uniu soldados afro-descendentes com soldados brancos na 2ª G.M.

Tropas afro-americanas durante a Batalha das Ardenas
Tropas afro-americanas durante a Batalha das Ardenas

As Forças Armadas dos Estados Unidos aboliram oficialmente a segregação racial em suas linhas em 1948, mas a situação desesperada em que se encontravam os aliados durante a Batalha das Ardenas os inspirou a solicitarem o uso de tropas afro-americanas e mais de uma ocasião. Aproximadamente 2.500 soldados afro-descendentes participaram do combate, muitos deles combatendo lado a lado com seus compatriotas brancos. O 333º e o 969º Batalhão de Artilharia era 100% composto por negros, e mais tarde recebeu a uma Citação Presidencial de Unidade – a primeira na história a ser dedicada para soldados negros. Em algum outro lugar do campo de batalha a 578ª Cia de Artilharia agarrou seus rifles para apoiar a 106ª Divisão de Leões Dourados, e uma outra solicitou a ajuda da 761ª dos “Panteras Negras”, que tornou-se a primeira divisão mecanizada composta apenas por negros à ir para o combate sob o comando do General George S. Patton. À medida em que a batalha acabava, os generais Dwight D. Eisenhower e John C.H. Lee solicitaram que tropas negras dessem cobertura à tropas americanas feridas em combate. Milhares destes soldados negros ainda voluntariaram-se até o final do combate.

5. A famosa resposta de McAuliffe ao pedido de rendição incondicional alemão, “NUTS!”, não passou de uma piada feita por paraquedistas entediados.

Gen. Anthony C. McAuliffe e Col. Harry Kinnard II em Bastgone após a Batalha que marcou o fim do ano de 1944. Foto: US Army.
Gen. Anthony C. McAuliffe e Col. Harry Kinnard II em Bastgone após a Batalha que marcou o fim do ano de 1944. Foto: US Army.

Uma das mais famosas “respostas” a uma solicitação de rendição aconteceu durante a batalha. Brig. Gen. Anthony C. McAuliffe respondeu com “NUTS” (loucos) no centro de um pedaço de papel.

McAuliffe havia dito duas vezes, “Nuts,” quando discursou sobre a demanda de rendição, primeiro para o seu encarregado ao acordá-lo e mais tarde para sua guarnição no quartel general. Quando se tratou de escrever a resposta formal, McAuliffe não conseguiu pensar no que escrever. Seus homens, consideraram os comentários engraçados quando encontraram os pedaços de papel rabiscado, e suplicaram a ele uma resposta com aquelas quatro letras.

6. Soldados alemães vestiram uniformes americanos para atacá-los secretamente pela retaguarda.

Dois paraquedistas avançam sobre o terreno coberto de neve em Bastogne.
Dois paraquedistas avançam sobre o terreno coberto de neve em Bastogne.

Liderada pelo comandante das tropas especiais da Waffen-SS, Otto Skorzeny, uma das maiores estratégias ordenadas por Hitler consistia em causar desordem entre as linhas americanas ao inserir tropas especiais fluentes em inglês com o objetivo de implantar planos de sabotagens generalizadas no equipamento aliado. Esta operação foi nomeada de Operação Grifo.

Ela consistia em vestir os soldados com os uniformes, armas, e carros de combate capturados em batalhas anteriores. Os sabotadores mudaram placas, cortaram comunicações e cometeram outros pequenos atos para confundir as tropas americanas na região, mas acabaram por serem mais eficazes ao espalhar a confusão e o terror.

Soldados americanos descobriram rapidamente a identidade dos impostores e iniciaram uma operação que consistia em criar pontos de checagem em determinadas áreas para identificar estas tropas ao indagar perguntas sobre a cultura pop e a vida nos Estados Unidos.

7. Um dos piores crimes de guerra cometidos contra tropas aliadas na 2ª G.M.

O Massacre de Malmédy ocorreu em 17 de dezembro de 1944, quando um grupo de aproximadamente 100 americanos, na grande maioria operadores de artilharia aquartelados com a 285º Batalhão de Artilharia de Observação, foram capturados por tropas da SS que faziam parte do corpo de ataque alemão.

Enquanto os detalhes exatos ainda são discutidos entre os historiadores, aproximadamente 84 soldados americanos mantidos prisioneiros foram mortos quando soldados alemães abriram fogo contra os mesmos. Ao menos 21 outros prisioneiros escaparam e reportaram os assassinatos, mas a evolução da batalha tornou as investigações do caso impossíveis de serem concluídas.

8. A falta de combustível contribuiu para a derrocada da ofensiva alemã

Logística americana na Batalha das Ardenas

As máquinas mais temidas e mortíferas do Terceiro Reich, seus Tigers, Panthers e Panzers bebiam litros de gasolina, e ao final de 1944, a máquina de guerra alemã já aleijada, sofria com as dificuldades com o racionamento do combustível para mantê-los rodando. Os alemães destinaram 5 milhões de galões para a Batalha das Ardenas, mesmo assim, quando as operações deram início, as más condições das estradas e trapalhadas logísticas resultaram em um grande desperdício, e também, em carregamentos que nunca chegaram à seu destino. A infantaria alemã improvisou o uso de 50.000 cavalos para o transporte nas Ardenas, e o alto comando alemão construiu seu plano de batalha em cima de planos cujo o objetivo principal era o de capturar depósitos de combustíveis dos aliados à medida em que avançavam. Forças aliadas evacuaram ou queimaram milhões de galões de gasolina para evitar que caíssem nas mãos do inimigo, no entanto, perto do Natal muitas unidades mecanizadas estavam rodando aos frangalhos. Sem outra alternativa para cruzar o Rio Meuse, o contra-ataque logo desbancou-se. Por volta da segunda quinzena de janeiro de 1945, os aliados haviam finalizado sua vitória na Batalha das Ardenas definitivamente e haviam empurrado os alemães de volta à suas posições iniciais.

Panzerkampfwagen VI Tiger II abandonado ao sul de Bastogne por falta de combustível
Panzerkampfwagen VI Tiger II abandonado ao sul de Bastogne por falta de combustível

9. Generais de Hitler foram totalmente contrários a operação.

Foto: Arquivo Nacional Alemão
Foto: Arquivo Nacional Alemão

Hitler iniciou o agrupamento das tropas necessárias para a ofensiva 4 meses antes, em agosto de 1944, mesmo assim, seus generais acreditavam que as tropas seriam melhor empregadas na luta contra a Rússia no fronte leste. Hitler recusou-se a ouvi-los e continuou com seus planos.

Em seu desfecho, a ofensiva alemã nas Ardenas falhou e os americanos continuaram seu avanço. Com amargas perdas ambas de homens e material bélico, a Alemanha sofreu um grande impacto com a Batalha das Ardenas, e o Terceiro Reich já dava sinais de ter seus dias contados. Hitler viria então a cometer suicídio em 30 de abril de 1945 (ou talvez não) e a Alemanha rendeu-se em 8 de maio do mesmo ano.

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  Passados 3 meses desde o lançamento do filme (12 de Julho de 2017), creio que todos os nossos leitores provavelmente já assistiram este nostálgico...