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Equipamento usado por sargentos britânicos durante a Batalha do Somme, 1916.
O fotógrafo Thom Atkinson retorna com mais uma de suas séries de fotografias com equipamentos militares. Desta vez, são os utilizados pelos britânicos, franceses, alemães, russos e americanos durante as batalhas da Primeira Guerra Mundial.
Equipamento usado por sargentos britânicos durante a Batalha do Somme, 1916.
Equipamento usado por sargentos britânicos durante a Batalha do Somme, 1916.

Há algum tempo atrás, postamos um artigo sobre a série de fotografias tiradas por Atkinson documentando os kits dos soldados britânicos através de 1000 anos de história. Dá Batalha de Hastings (1066) à Bosworth (1485), passando por Naseby (1645), Ilhas Malvinas (1982) e a Província de Helmand, no Afeganistão –  em seguida mostrando o kit do Sapeiro de Suporte dos Engenheiros Reais.

A última série de fotografias de Atkinson, novamente publicada na Revista Telegraph (18 de junho), faz uma análise através dos kits usados por algumas das nações envolvidas na Grande Guerra.

Foto de capa: equipamento usado por sargentos britânicos durante a Batalha do Somme, 1916. Acima: equipamento do soldado alemão durante a Batalha do Somme, 1916, 
Equipamento do soldado alemão durante a Batalha do Somme, 1916

É possível ver nestas imagens as evoluções do armamento militar durante o curso da guerra. Por exemplo, quando os americanos juntaram-se ao esforço aliado em 1917, eles vestiam chapéus de campanha feitos em couro de castor e feltro, e as cintas eram feitas com fibras de corda.

Eles rapidamente optaram por usar os capacetes franceses ou britânicos feitos em aço. Já os alemães tinham suas típicas botas que cobriam as canelas, que muitas vezes eram sugadas ao pisar na espessa camada de lama durante as batalhas na “terra de ninguém”. Para suas botas, a falta de couro levou os aliados a calçá-las juntamente com bandagens enroladas em suas canelas.

Em termos de camuflagem, os franceses entraram na guerra vestindo calças e quepes vermelhos. Os quepes foram mais tarde cobertos com um espécie de tecido mais grosso, e então foi criado e introduzido o Capacete de Adriano, em 1915. Em ambos os lados da guerra os soldados carregam uma baioneta, agulha e linha, e uma pequena bíblia, livro de orações ou talismã. Estes itens eram muito frequentes nas fileiras.

O kit usado pelo soldado raso francês durante a Batalha de Verdun, 1916.
O kit usado pelo soldado raso francês durante a Batalha de Verdun, 1916.

Abaixo, este interessante grupo de equipamentos pertencenteu a um membro do Exército Russo, e foi de fato usado por um membro do 1º Batalhão Feminino da Morte. Em 1917, antes da Revolução Bolchevique, batalhões inteiramente compostos por mulheres foram criados com o intuito de reascender a moral do exército russo, já dizimado e desmoralizados pelo combate incessante. Pensava-se que instituindo uma concorrência utilizando mulheres, o sexo frágil para a época, criaria-se um novo espírito de combate. Mas nada aconteceu. Este kit é o de uma Suboficial Mladhsi (oficial não comissionado).

As soldados mulheres, assim como os homens, usavam uma camisa (pullover) chamado de “gymnasterka”. A touca com duas caudas (ao lado dos chapéus à esquerda) eram usadas sobre o bashlik, que era vestido na cabeça e enrolado sobre a face. Soldados eram proibidos de usá-lo a menos que a temperatura caísse para -5º celsius.

Equipamento usado pelo 1º Batalhão Feminino da Morte
Equipamento usado pelo 1º Batalhão Feminino da Morte
Uniforme de Infantaria do exército americano (Doughboy), logo após sua chegada na França, 1917.
Uniforme de Infantaria do exército americano (Doughboy), logo após sua chegada na França, 1917.

 

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