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Vincent Cochetel foi mantido refém por 317 dias em 1998, enquanto trabalhava para o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados na Chechênia. Pela primeira vez, ele relata a experiência – de como era viver em uma câmara subterrânea escura, acorrentado à sua cama, à conversas inesperadas que teve com seus captores. Com lirismo e poder, ele explica por que ele continua seu trabalho até hoje. Desde 2000, os ataques contra trabalhadores humanitários triplicaram – e ele se pergunta o que este aumento pode significar para o mudo.

Confira a palestra abaixo.

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Joe Bell
Joe Bell
Uma cena emocionante foi registrada no ano passado num subúrbio de San Jose, na California. Diversas pessoas participavam de uma corrida atlética em homenagem ao soldado Pat Tillman, natural daquela cidade, que morreu em ação no Afeganistão.
Quando os corredores passaram pela vizinhança de Rose Garden, estava em sua porta, de uniforme e bibico, o veterano Joe Bell, de 95 anos. Ele acenava para os corredores, até que um deles acenou de volta. Foi então que a vizinha Julia Sulek começou a gravar com seu telefone celular, e algo totalmente espontâneo aconteceu.
Um dos corredores saiu do trajeto para cumprimentar o veterano Bell, dizendo “obrigado por seu serviço“. Aos poucos, mais e mais corredores repetiram o gesto, até que montes de pessoas se enfileiravam para cumprimentar o surpreso senhor. “Nunca havia recebido esse reconhecimento na minha vida“, disse ele. “Me abraçaram, me beijaram e sacudiram minhas mãos. Não sabia que tantas pessoas podiam ser capazes de fazer disso“.
Joe Bell nasceu em 1919 e juntou-se ao Exército em 1942, sendo treinado como paraquedista da OSS, executando missões especiais de demolição na África e Itália. Depois da guerra retornou a San Jose, onde casou-se e teve sete filhos.
Joe Bell faleceu este ano, aos 95 anos, viúvo e morava com um dos filhos. Escutava muito pouco, mas sua mente era muito afiada. Fazia natação quase todos os dias e era figura frequente no Centro de Veteranos local.
O vídeo de Julia tornou-se viral e em pouco mais de 24 horas já havia ultrapassado 1 milhão de visualizações.
Um momento muito bonito, sem sombra de dúvida:

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Nos últimos anos as produtoras de videogames de guerra têm ajudado a financiar diversos projetos, como a busca pelos Spitfires da Birmâniae a recuperação do Dornier Do 17 na Inglaterra. Sem sombra de dúvida, esses projetos todos têm imenso valor, pois possuem grande peso na educação e na preservação da história.
Sem ficar para trás, a Gaijin, produtora do game War Thunder, trabalhou em colaboração com o Museu de Blindados de Kubinka, na Rússia, para restaurar um Sturmhaubitze 42 (StuH 42) no começo deste ano. Agora, a Wargaming ultrapassou as expectativas, decidindo financiar a reconstrução do PzKpfw VIII Maus – o mais pesado tanque já construído.
Atualmente, o único protótipo existente está em Kubinka e é basicamente uma carcaça blindada. E o projeto não vai somente tirar a poeira e passar umas camadas de tinta no tanque – o objetivo é reconstruir completamente essa máquina lendária.
Isso não é uma piada. Eles realmente querem devolver o Maus à sua antiga glória. Até fizeram um vídeo bem interessante:

Não há qualquer indicação de custo do projeto, mas o provável é que seja muito, mas muito caro. Uma boa ideia do que é necessário para restaurar um tanque é analisar o processo do Museu de Bovington com o Tiger 131. O Tiger foi um projeto relativamente fácil em comparação – era um veículo de série com extensa documentação disponível que mostra perfeitamente como tudo se encaixa. O veículo restaurado era um Tiger quase completo, que tinha tido uma curta carreira de combate e sofreu um pequeno dano, terminando nas mãos dos ingleses e enviado para a Inglaterra.
A única parte que faltava era o motor – mas não um problema para Bovington, que simplesmente conseguiu um em seu próprio estoque. Usando seu próprio centro de conservação e a experiência dos mecânicos de blindados do Exército Britânico, restaurar o Tiger de 56 toneladas não foi mais difícil do que trabalhar em tanques modernos, que são até mais pesados. Mesmo assim o projeto levou 6 anos pra ser completado.
O Maus é uma fera diferente. Com suas 188 toneladas, não se consegue simplesmente tirá-lo do lugar e desmontá-lo. Só a torre pesa quase tanto quanto um Tiger! Depois disso, ainda será necessário manufaturar novamente quase todos os componentes – ao contrário do Tiger, quase não existe documentação sobre o Maus ou sobre as ferramentas necessárias para construir um.
O motor original tem um projeto complexo, envolvendo um monstruoso DB603 V12 propelindo um gerador elétrico. O gerador perdeu-se na história e é improvável que um exemplar funcional do DB603 seja encontrado. Depois disso têm-se que pensar em tudo mais, incluindo o sistema elétrico, direção, rotação da torre – tudo que faz um tanque ser um tanque.
Este projeto ainda vai dar muito que falar. E a menos que outra empresa queira patrocinar a reconstrução de uma Companhia inteira do 502 Schwere Panzerabteilung, completa com clones de Otto Carius, duvido que haja mais surpreendente no mundo dos tanques.
Fonte: The Mittani, 12 de abril de 2014.

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Imagine voar num planador DFS SG 38 Schulgleiter, e acrescente a isso a bela paisagem de Baden-Württemberg, na Alemanha, num dia de clima perfeito.
O Schulgleiter é um planador extremamente raro construído em 1938 para o Nationalsozialistiches Fliegerkorps (NSFK – Corpo Aéreo Nacional-Socialista), uma organização paramilitar do Terceiro Reich. 10 mil exemplares foram fabricados e muitos pilotos que aprenderam a voar nele se tornaram pilotos da Luftwaffe.
Quando a Alemanha criou oficialmente a Luftwaffe em 1935, muitos membros do NSFK foram transferidos para lá. Como todos os membros do NSFK eram também membros do Partido Nazista, isso deu à nova Luftwaffe uma forte base ideológica em comparação às outras forças militares alemãs, que eram compostas por oficiais da “velha guarda”, provenientes da antiga aristocracia.
Coloque em tela cheia com alta resolução e aprecie:

O SG 38 foi desenhado para uso em treinamentos de nível básico. Muitos dos ases da Luftwaffe começaram neste pequeno planador para mais tarde sentarem nos cockpits das mais distintas aeronaves da força aérea alemã. O lançamento/decolagem mais comum era por cabos à partir de uma colina. Devido ao planador ser manuseado apenas por uma pessoa em cada lançamento, ele tinha de ser de fácil manejo e de fácil reparo.

O desenho da asa-alta utilizava uma viga central e cabos para sustento. A estrutura principal do planador era feita em madeira, com a superfície das asas e cauda invertidas em formado de “V” todos revestidos com acabamento parecido de madeira compensada O piloto se senta em um assento simples e aberto, sem quaisquer proteções de fuselagem ou vidros.

A configuração básica era similar aos primeiros planadores da história como o Stamer Lippisch Zögling e o Grunau IX, mas o SG 38 possuía um desenho totalmente novo. Melhorias incluíam uma cauda maior para melhorar a estabilidade, skis montados em amortecedores/molas para absorver impacto e um assento atualizado para o piloto.

Definitivamente uma obra prima da engenharia.

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No dia 09 Maio, desfilaram, 85.000 militares em 26 cidades emtoda a Rússia pela comemorações dos 70 anos do aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica. E outras solenidades em 150 cidades russas.

Em Moscou foram mais de 16.000 militares, incluindo representantes de outros países como China, Bielorússia e Índia.

A parte motorizada foi aberta pelos icônicos blindados T-34-85 e SU-100.Pela primeira vez as Forças Armadas da Russia apresentaram o obuseiro autopropulsado Koalitsiya-SV, Yars ICBM, Kornet-D antitank missil, carro de combateT-14 Armata, Kurganets-25 IFV, BMD-4M e outros blindados.

O histórico desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, marcou o 70º aniversário da vitória soviética sobre as tropas nazistas do chanceler alemão Adolf Hitler e enviou uma mensagem de força ao Ocidente.
Ao lado dos colegas socialistas Xi Jinping (China), Raúl Castro (Cuba) e Nicolás Maduro (Venezuela), o presidente russo, Vladimir Putin, acusou os Estados Unidos de tentarem criar um “mundo unipolar” e de ignorarem princípios básicos da cooperação internacional. “Nós temos testemunhado tentativas de organização de um mundo unipolar. Nós podemos ver como o pensamento de um bloco baseado na força tem ganhado poder. Tudo isso está minando o desenvolvimento internacional estável”, alertou.

Ele aconselhou os EUA e a Europa a não se esquecer de que “as ideias de supremacia raciais deflagraram o conflito mais sangrento da história”. Além de lembrar os sacrifícios do Exército Vermelho, o mandatário agradeceu “ao povo do Reino Unido, da França e dos Estados Unidos pela contribuição com a vitória”.

As comemorações em Moscou coincidem com a tensão separatista na Ucrânia, provocada pela anexação da Península da Crimeia pela Rússia. Em Kiev, o líder ucraniano, Petro Poroshenko, respondeu às acusações de Putin de que seu governo seria fascista. “É óbvio que ele faz isso com um único objetivo: justificar a agressão russa contra a Ucrânia.”

Durante o evento em Moscou, Putin segurou a fotografia do pai, Vladimir, veterano da Segunda Guerra, e causou surpresa ao unir-se à procissão de 250 mil russos que ostentavam retratos de familiares. “Meu pai, como milhões de soldados comuns — e ele era um simples soldado —, tinha todo o direito de atravessar a praça”, lembrou.

Para o presidente, o defile “sinaliza a confiança em nós mesmos, em nossa força e no futuro feliz de nossas crianças”. Analistas consultados pelo Correio interpretam o desfile como uma tentativa do Kremlin de reforçar o apoio interno e o antiamericanismo.

Chefe do Programa de Política Doméstica Russa do Carnegie Endowment for International Peace (em Moscou), Lilia Shevtsova admite que as tradicionais festividades de 9 de maio foram espetaculares este ano. “O Kremlin tem demonstrado que tenta encontrar nova legitimidade.

No momento em que o país se move rumo à crise econômica, Putin decidiu retornar ao velho padrão — a ‘Fortaleza Sitiada’, a busca pelo inimigo e o militarismo”, afirma. “Tal padrão tem sabor antiamericano.” Ela alerta que o drama está no fato de que a Segunda Guerra foi privatizada pela elite dominante e usada como meio de sobrevivência do regime.

Dmitri Trenin, diretor do Carnegie Moscow Center, não se surpreendeu com a retórica de Putin. “O presidente já havia falado sobre o mundo dominado pelos EUA. Agora, ele se foca em consolidar o ‘não Ocidente’, com os BRICS (bloco formado por Rússia, Índia, China, África do Sul e Brasil) como um poderoso fator de mudança da ordem global.”

Assista na íntegra as comemorações do Dia da Vitória na Praça Vermelha, Moscou.

Fonte: Defesanet

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Nada melhor que ver um sonho de criança se tornar realidade. E quantos de nós aqui desde criança sonhamos em voar num Spitfire?

O baixista da banda Blur, Alex James, teve a chance de realizar este sonho. Após um curso na Boultbee Flight Academy – que oferece cursos de vôo em diversas aeronaves clássicas, e recentemente incluiu um Spitfire biposto em sua coleção – Alex entrou na cabine do histórico caça.

Visivelmente emocionado, Alex derrama lágrimas em diversos momentos ao viver seu sonho de infância.

Provavelmente todo homem já sonhou em ser piloto em algum momento, e todos os pilotos querem voar um Spitfire”, disse ele. “E esta é uma daquelas raras coisas que são ainda melhores na realidade do que quando imaginadas na cabeça”.

Fonte: The Telegraph

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Civis não sentem falta do combate. Soldados sim.

O Jornalista Sebastian Junger comenta sua experiência durante o período que ficou alocado com soldados do Exército dos Estados Unidos em um posto avançado no Vale Korengal, no Afeganistão, chamado Restrepo. Ele Analisa a “alteração do estado mental” que surge com a guerra, e mostra como o combate dá aos soldados uma experiência intensa sobre irmandade e conexão.

Então, no final de tudo, será que o que soldado sente falta é algo que pode ser considerado moralmente como o “o oposto da guerra”?

Saiba mais sobre Sebastian Junger aqui.

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A jornalista Janine di Giovanni, esteve nos piores lugares na Terra para retratar histórias do conflito na Bósnia, Serra Leoa e mais recentemente na Síria. Ela conta a luta de outras pessoas para sobreviver em meio a estes conflitos explorando o choque que é a transformação de uma rua comum em uma zona de combate completamente destruída.

Saiba mais sobre Janine aqui.

Veja a palestra na íntegra.

Após uma busca pela da costa de Pas-de-Calais em Le Touquet, norte da França, foram encontrados por um grupo de buscas submarinas de Cherbourg dois artefatos bélicos utilizados pelas forças alemãs em sua defesa contra a invasão Aliada. Estes artefatos feitos de concreto em formato de bloco com um grande vergalhão espetados no centro, eram conhecidos como “Aspargos de Rommel”, (Rommelspargel) e foram posicionados no local durante a construção da Muralha do Atlântico (Atlantikwall), funcionando principalmente como um bloqueio contra os avanços dos chamados Landing Craft Utility (LCU) e também contra quaisquer outros possíveis veículos que viessem a efetuar uma possível tentativa de desembarque no território ocupado.

Atlantikwall, Inspektion Erwin Rommel mit Offizieren

Particularmente perigosos, pelo fato de que estes artefatos ainda poderiam estar ativos, eles precisaram não somente da intervenção de seis mergulhadores e uma enfermeira, mas também o estabelecimento de um perímetro de segurança de aproximadamente 1500 metros.

Foram mobilizados a Gendarmaria Nacional (30 gendarmes e um helicóptero), a Guarda Costeira, a Cruz Vermelha e os bombeiros para dar suporte à operação, coordenada pela prefeitura local e outros órgãos do governo francês.

Reprodução atual do Rommelspargel

Uma vez que o perímetro foi implementado, os mergulhadores de remoção inciaram a operação ao mover lentamente os blocos para uma área situada nos limites máximos da distância entre a área de detonação e áreas que pudessem apresentar alguma ameaça aos moradores de Le Torquet. A etapa mais difícil necessitou do uso de uma escavadeira para criar uma vala onde os artefatos pudessem ser posicionados com segurança. O próximo passo foi colocar pequenas cargas explosivas em torno dos blocos, a fim de deslocar sem acionar os explosivos nela contidos. Cada bloco possui uma carga explosiva calibre 270mm. Dois projéteis foram detonados às 10:45, elas representam o equivalente a 120kg de TNT.

Após a operação, os mergulhadores fizeram a remoção de todos os restos e detritos criados pela detonação.

Pela primeira vez desde 1987, quando o navio museu foi reparado pela última vez, os residentes de São Petesburgo tiveram a oportunidade de assistir o Aurora sendo rebocado por debaixo dos braços das pontes de Troitsky, Dvortsovy e Blagoveshchensky. Os rebocadores levaram o cruzador para as docas da planta marítima de Kronstadt, em um percurso de 40 quilômetros.

São Petesburgo viveu momentos de nostalgia à medida em que o antigo cruzador atravessava as águas do Rio Neva.
São Petesburgo viveu momentos de nostalgia à medida em que o antigo cruzador atravessava as águas do Rio Neva.

O Ministro da Defesa espera que o cruzador retorne ao seu “eterno sepulcro” no aterro de Petrogrado após sua reforma que irá até 2016. Os prazos finais para o reparo serão anunciados depois que o navio estiver devidamente atracado e as partes do casco inferior forem examinadas, disse o chefe do Ministério da Defesa, Anton Gubankov.

Este vídeo aéreo mostra o deslocamento da belonave através do Rio Neva no centro de São Petesburgo em 21 de Setembro de 2014. O velho cruzador, que foi usado durante a Guerra Russo-japonesa em 1904-1905 e a Revolução de Outubro em 1917, foi rebocado rumo ás docas de Kronstadt para reparos periódicos.

No ano passado a belonave celebrou seus 110 anos. O cruzador esteve em combate pela marinha por quase meio século, de 1903 a 1948, combatendo nas batalhas da Guerra Russo-Japonesa, Revolução de Outubro, Primeira Guerra e Segunda Guerra.

Em 1948 o cruzador foi atracado ao aterro de Petrogrado e serviu como base de treinamento para a Academia Naval Leningrad Nakhimov até o ano de 1956. Em 1957 o Cruzador Aurora foi transformado em navio museu, sendo uma extensão do Museu Naval Central. Atualmente o cruzador está registrado no Ministério da Cultura como patrimônio cultural russo.

Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo
Cruzador Imperial Aurora durante a travessia pelas águas do Rio Neva, São Petesburgo

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