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Imagem mostra Katriuk durante período em que servia forças nazistas e, depois, como um pacato cidadão canadense
Imagem mostra Katriuk durante período em que servia forças nazistas e, depois, como um pacato cidadão canadense
Imagem mostra Katriuk durante período em que servia forças nazistas e, depois, como um pacato cidadão canadense

O ex-soldado nazista de origem ucraniana Vladimir Katriuk morreu na última semana no Canadá aos 93 anos em liberdade, reportou a Associated Press nesta sexta-feira (29/06). Ele ocupava a segunda posição da lista dos 50 criminosos de guerra mais procurados do mundo formulada pelo centro Simon Wiesenthal, uma organização internacional de direitos humanos sediada em Los Angeles.

O órgão – cujo nome presta homena

gem a um dos principais “caçadores de nazistas” – é uma das mais ativas na investigação de pessoas envolvidas em crimes de nazismo. Segundo documentos de guerra, Katriuk foi membro do batalhão ucraniano das tropas da SS, entre 1942 e 1944.

No início do mês, Katriuk foi denunciado pela Rússia de ter tido papel fundamental na morte de centenas de civis em 1943 na cidade de Khatyn, que atualmente faz parte de Belarus. Ele negou as acusações.

Na ocasião, a embaixada da Rússia em Ottawa pediu às autoridades canadenses apoio à acusação criminal liderada pelo Comitê Investigativo da Federação Russa, que pedia que ele fosse extraditado a Moscou para ser julgado por crimes de guerra.
Em resposta, o governo canadense disse que ignoraria o pedido, alegando que nunca iria reconhecer a anexação russa da Crimeia, realizada em março de 2014, tampouco a interferência do Kremlin no conflito da Ucrânia.

Katriuk desertou das tropas nazistas quando partiu para a França em 1944. Após alguns anos em Paris, mudou-se definitivamente para o Canadá, em 1951. Anos depois, conseguiu cidadania canadense e viveu com sua mulher francesa em Ontário, onde ele trabalhava como apicultor.

Em 1991, a Corte Federal do Canadá acusou Katriuk de obter cidadania canadense sob falso testemunho por não contar às autoridades sobre suas colaborações com os nazistas, mas não conseguiu encontrar nenhuma evidência de que ele tivesse cometido atrocidades.

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Arqueólogos marítimos investigam maneiras de proteger os tanques afundados no mar próximo à Ilha de Wight.

Os tanques e outros equipamentos estavam sendo carregados num navio de desembarque que virou e perdeu sua carga enquanto seguia para a Normandia em 5 de junho de 1944. Eles estão no leito do oceano entre o leste de Wight e Selsey, em West Sussex.

Uma organização de arqueologia marítima de Wight está tentando descobrir um jeito de aplicar legislação terrestre ao mar. O projeto está sendo financiado pela English Heritage.

A organização está trabalhando em conjunto com o Southsea Sub-Aqua Club, que descobriu os veículos em 2008, para investigar e mapear o local. Victoria Millership, porta-voz da organização, disse que não somente destroços marítimos seculares deviam ser protegidos:

dday_bandeannoncefilm“A natureza da água marítima e o ambiente subaquático preservam muito mais material do que o normalmente encontrado em terra, e objetos que ficam sob a água frequentemente apresentam melhor estado de conservação”.

O navio de desembarque LCT 2428 zarpou para a Normandia no anoitecer de 5 de junho de 1944, mas apresentou problemas no motor ainda no Canal da Mancha, e foi rebocado pelo rebocador HMS Jaunty.

Em seu caminho de volta a Portsmouth, o navio virou e afundou junto com sua carga.

O Jaunty disparou contra o casco virado do navio até afundá-lo, para certificar que não causaria nenhuma obstrução no tráfego marítimo. Nenhum tripulante foi perdido.

MI-sunken-tankO navio carregava dois tanques Centaur CS IV, dois veículos blindados para destruir obstáculos antitanque nas praias, um jipe e outros equipamentos militares para o grupamento blindado de apoio dos Fuzileiros Reais.

A carga perdida e o navio criaram dois locais de destroços a 20 metros de profundidade.

O casco foi encontrado a 6 quilômetros a leste dos veículos. Ambos se encontram preservados por mais de 60 anos no leito do oceano.

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Fonte: BBC News, 28 de julho de 2011.

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Um raro exemplar sobrevivente das famosas Armas de Vingança de Hitler, capturado pelo Real Corpo de Engenheiros ao fim da Segunda Guerra Mundial, será restaurado, remontado e exibido no Real Museu de Engenharia em Brompton.
O foguete V-2, que está num estado mediano, mas estável, com alguns de seus aparatos internos intactos, foi adquirido pelo museu 40 anos após a guerra, da Real Escola de Engenharia Militar em Chattenden, que hoje está fechada.
Atualmente numa oficina em Cambridge, onde a restauração tentará reforçar o foguete e devolvê-lo à sua condição original, espera-se que integre o acervo do museu ainda este ano.
Os V-2 foram a última cartada do ambicioso programas das Armas V alemãs, e mais de mil deles foram lançados contra alvos na Grã-Bretanha, matando milhares de pessoas.
Uma arma de terror, foi o primeiro míssil balístico do mundo, e chegava sem aviso para entregar sua carga de quase uma tonelada de explosivos, em altíssima velocidade.
No âmbito estratégico da Segunda Guerra o V-2 provou-se insignificante, mas apesar de sua limitada capacidade destrutiva o foguete pavimentou a estrada para a corrida espacial, bem como o desenvolvimento dos mísseis balísticos durante a Guerra Fria.
Estamos muito felizes em ter adquirido esta grande e fascinante peça para nossa coleção”, disse o porta-voz do museu, que confirmou que a instituição irá abrir uma nova exposição sobre o V-2 e a Guerra Fria antes do natal.
O foguete foi capturado pelos Reais Engenheiros em Nienburg, na Alemanha, onde tropas alemãs em retirada abandonaram seu equipamento de lançamento de foguetes na Bélgica e Holanda.
Uma vez pronto, este V-2 irá se juntar ao seleto e pequeno grupo de V-2s exibidos em museus britânicos, incluindo o que está no Imperial War Museum e no Museu de Ciência de Londres. O Museu da RAF também tem um V-2 em sua coleção.
Fonte: Culture 24, 13 de julho de 2012.

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Falando em caras que levam a sério o que gostam de fazer, um grupo de entusiastas russos construiu ano passado (em pouco mais de seis meses) uma réplica funcionalde um Tiger I. Agora o Tiger 131 de Bovington não é mais o único rodando no mundo – pelo menos no que tange às aparências externas, claro.

Construído do zero, este Tiger deve ser utilizado em filmes produzidos por um estúdio de Moscou. Os russos são conhecidos por construir veículos de verdade para as filmagens, preferindo-os em detrimento a efeitos de computação gráfica.

Confira abaixo um vídeo do veículo pronto, e clique aqui para ver um álbum completo mostrando sua construção!

Parabéns aos caras!

Durante o ano de 2004, investigadores alemães encontraram um machado mesopotâmico ao apreenderem um negociante, conhecido por vender antiguidades no mercado negro. A arma foi reconhecida como parte do sítio arqueológico da cidade-estado de Ur – atual cidade de Tell el-Mukayyar, no sudeste do Iraque.

Sobre a Mesopotâmia

A Mesopotâmia compreende a região situada entre os rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio, e constam entre as mais antigas organizações de Estado conhecidas pelos historiadores.  Uma região que, há milhares de anos, era marcada pela ocorrência de terras férteis, favorecidas pelas abundantes cheias sazonais destes complexos hídricos – por este motivo, a região recebeu esta denominação que pode ser traduzida do grego arcaico como “[terra] entre dois rios”.

Com suas nascentes situadas na região que compreende o atual Estado da Turquia, estas fontes de vida atravessam o Oriente Médio (para ser mais exato a Síria, Iraque e Iran) e desembocam no Golfo Pérsico. Fato que possibilitou o desenvolvimento de civilizações complexas, pautadas na agricultura irrigada e em uma intensa rede de comércio; conforme podemos ver no mapa baixo.

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Formada pelo agrupamento de cidades-estado – dotadas de autonomia política e econômica – esta reginão é considerada o berço de toda cultura do homem, uma vez que situam-se os mais antigos registros da escrita (pautada na caligrafia cuneiforme), assim como de histórias como a famosa “Epopéia de Gilgamesh”. Dentre as principais civilizações, podemos citar os Sumérios que foram responsáveis pela construção dos primeiros Zigurattes da região , há cerca de 5000 anos atrás.

Com uma cultura muito bem organizada, os sumérios eram governados por um líder militar e religioso denominado Patesi, que eram entendido como representante das divindades naturais e se mantinham nessas enormes construções, de onde governavam com o apoio de uma elite sacerdotal. Neste sentido, os Zigurates, terminavam por configurar como o centro religioso, político, administrativo e financeiro de cidades como Ur, Uruk, Nippur e Lagash.

Perspectiva panorâmica do Zigurate de Ur, em uma fotografia apresentada pela Enciclopédia Irânica.
Perspectiva panorâmica do Zigurate de Ur, em uma fotografia apresentada pela Enciclopédia Irânica.

Destes lugares esta elite enviava ordens e se comunicava por meio de pequenas tabuletas de argila com símbolos que variavam entre risco e cunhas. Esta forma de comunicação era utilizada, inclusive, para pequenos envios de recados e convites entre populares e, por este motivo, revela que a disseminação de informações era muito mais abrangente e refinada do que se costuma pensar, quando se trata a respeito deste período.

“Carta” envidada pelo alto sacerdote Lu´enna ao rei da cidade-estado de Lagash, informando-o da morte de seu filho (o príncipe) em combate. Datado de 2.400 a.C., este material foi encontrado em Telloh (atual Girsu), no Iraque, em uma escavação supervisionada por Gaston Cros, de 1904. Hoje a “carta” se encontra no Departamento de Antiguidades Orientais do Museu do Louvre. Fotografia por Marie-Lan Nguyen, disponível na Wikimedia Commons.
“Carta” envidada pelo alto sacerdote Lu´enna ao rei da cidade-estado de Lagash, informando-o da morte de seu filho (o príncipe) em combate. Datado de 2.400 a.C., este material foi encontrado em Telloh (atual Girsu), no Iraque, em uma escavação supervisionada por Gaston Cros, de 1904. Hoje a “carta” se encontra no Departamento de Antiguidades Orientais do Museu do Louvre. Fotografia por Marie-Lan Nguyen, disponível na Wikimedia Commons.

Entretanto, diferente do que muitos podem pensar, esta região estava longe de ser um paraíso pacífico, mas sim entrevado palco de batalhas constantes, no qual diversos povos – como os Acadianos, Assírios, Babilônicos e Persas – lutaram por obter o controle político e econômico da região; prática que recebeu a denominação de IMPERIALISMO e, marca a existência humana até os dias de hoje.

Por este motivo, as escavações arqueológicas costumam encontrar armas e armaduras construídas com a tecnologia do bronze em meio a enorme quantidade de potes de cerâmica, selos comerciais, esculturas, sementes e ossos. Pode parecer incoerente, mas a análise do material orgânico fossilizado nos sítios arqueológicos, apesar de muito trabalhosa, tem sido a maior fonte para o entendimento a respeito do clima e mudanças ocorridas no território, durante este período tão distante.

Uma cultura refinada

Para que possamos entender o como a cultura destes povos era refinada, deixo abaixo, a imagem de um selo que era utilizado para lacrar os potes de cerâmica, comercializado pelos povos. A marca do selo em um pote ou vaso apontava quem era o comerciante proprietário do material contido e, às vezes apontava o destinatário do produto.

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Selo acadiano (acompanhado da impressão em argila) que apresenta, no centro o deus-sol Shamash (Utu para os sumérios) nascendo no horizonte ao leste, com raios saindo de seus ombros. Ele segura uma serra na mão para cortar as montanhas – ou como simbolismo ao seu papel de juiz . à esquerda de Shamash está Ishtar (ou Inanna, para os sumérios) ao lado de uma árvore e, possivelmente, o herói Gilgamesh com seu arco e um leão. Na parte superior esquerda de Shamash podemos ver um pássaro (talvez Anzu que, de acordo com um conto, roubou a Tabuleta do Destino) e Ea (em sumério Enki), cuja natureza ligada à água é indicada pelos peixes que escorrem de seus ombros. Por fim, à direita de Ea está o mensageiro divino de duas faces Isimud e, na parte superior esquerda o nome e título da pessoa que seria o proprietário do selo, em escrita cuneiforme. Fonte: British Museum
Selo acadiano (acompanhado da impressão em argila) que apresenta, no centro o deus-sol Shamash (Utu para os sumérios) nascendo no horizonte ao leste, com raios saindo de seus ombros. Ele segura uma serra na mão para cortar as montanhas – ou como simbolismo ao seu papel de juiz . à esquerda de Shamash está Ishtar (ou Inanna, para os sumérios) ao lado de uma árvore e, possivelmente, o herói Gilgamesh com seu arco e um leão. Na parte superior esquerda de Shamash podemos ver um pássaro (talvez Anzu que, de acordo com um conto, roubou a Tabuleta do Destino) e Ea (em sumério Enki), cuja natureza ligada à água é indicada pelos peixes que escorrem de seus ombros. Por fim, à direita de Ea está o mensageiro divino de duas faces Isimud e, na parte superior esquerda o nome e título da pessoa que seria o proprietário do selo, em escrita cuneiforme. Fonte: British Museum

Arqueologia e Guerra

Segundo a agência de notícias Reuters, o material foi entregue aos pesquisadores do Roman-Germanic Central Museum (RGZM), os quais perceberam evidências que sugerem que esta arma foi roubada de um museu ou de sítio de escavação.

A explicação mais plausível para este fato está relacionada com o enorme caos gerado pela invasão norte-americana no Iraque (em 2003), movida pelo desejo de retaliação aos atentados terroristas de World Trade Center, assim como pelo enorme interesse econômico dos EUA sobre as reservas de petróleo presentes na região. Neste sentido, esta situação favoreceu a ocorrência de uma enorme quantidade de saques destas antiguidades, que eram retiradas dos museus e sítios arqueológicos para serem entregues em mãos de colecionadores dispostos a pagar verdadeiras fortunas por estes objetos no mercado negro.

Soldados norte-americanos sobem as escadarias do Zigurate de Ur.
Soldados norte-americanos sobem as escadarias do Zigurate de Ur.

O caso destes objetos arqueológicos chamou a atenção dos investigadores alemães, quando um antigo vaso de ouro foi colocado para leilão por uma tradicional casa, chamada Gerhard Hirsch Nachfolger, como pertencente à Idade do Ferro, em Roma. Tal fato gerou um debate entre especialista que, após analisarem o objeto, concluíram ser, na verdade, mesopotâmico.

Segundo o ex embaixador do Iraque na Alemanha Alaa Al-Hashimy, em 2009 para o jornal especializado The Art Newspaper,  a Alemanha acabou por se transformar em um centro receptor de todo este material ilegal que, por apresentar uma engessada legislação, torna muito difícil que estes objetos sejam reconhecidos como roubados e devolvidos à nação de origem. De qualquer forma, após o início do processo judicial pelo retorno do vaso de ouro, surgiram indícios de que outros 28 artefatos da Mesopotâmia foram contrabandeados do Iraque para a Alemanha.

Foto do sítio arqueológico da Babilônia, retirada por membros do exército norte-americano quando invadiram uma das casas do ditador Saddam Hussein. A foto foi tirada desde a sacada da casa de Hussein e, na parte inferior, podemos ver um Humvee
Foto do sítio arqueológico da Babilônia, retirada por membros do exército norte-americano quando invadiram uma das casas do ditador Saddam Hussein. A foto foi tirada desde a sacada da casa de Hussein e, na parte inferior, podemos ver um Humvee
Soldado norte-americano, com fragmento de pedra marcado por inscrições em escrita cuneiforme. Fonte: The Iraq War & Archaeology
Soldado norte-americano, com fragmento de pedra marcado por inscrições em escrita cuneiforme. Fonte: The Iraq War & Archaeology

Todavia, segundo o blog The History Blog, foram necessários 7 anos de trâmites burocráticos para que, finalmente, o machado apontado no início do texto fosse entregue nas mãos do, então embaixado do Iraque em Berlin, Hussain M. Fadhlalla al-Khateeb. Já, no ano de 2012, o jarro de ouro e outras 44 relíquias mesopotâmicas foram devolvidas ao Iraque em uma cerimônia oficial, no Ministério de Assuntos Externos da Alemanha.

Algo que é pequena parte, perto dos milhares de objetos que foram roubados do Museu Nacional do Iraque – 10.000, segundo afirma o diretor geral do museu, Amira Eidan – e se encontram espalhados por países como Grã-Bretanha, Estados Unidos e Canada. Algo que não será deixado de lado, conforme afirma o chefe do departamento de recuperação de artefatos históricos do Iraque Abbas al-Quraishi:

“We are heading in coming months to retrieve Iraqi artifacts from Britain, from the United States of America, and Canada … we will follow Iraq’s antiquities wherever they are,”

Após uma busca pela da costa de Pas-de-Calais em Le Touquet, norte da França, foram encontrados por um grupo de buscas submarinas de Cherbourg dois artefatos bélicos utilizados pelas forças alemãs em sua defesa contra a invasão Aliada. Estes artefatos feitos de concreto em formato de bloco com um grande vergalhão espetados no centro, eram conhecidos como “Aspargos de Rommel”, (Rommelspargel) e foram posicionados no local durante a construção da Muralha do Atlântico (Atlantikwall), funcionando principalmente como um bloqueio contra os avanços dos chamados Landing Craft Utility (LCU) e também contra quaisquer outros possíveis veículos que viessem a efetuar uma possível tentativa de desembarque no território ocupado.

Atlantikwall, Inspektion Erwin Rommel mit Offizieren

Particularmente perigosos, pelo fato de que estes artefatos ainda poderiam estar ativos, eles precisaram não somente da intervenção de seis mergulhadores e uma enfermeira, mas também o estabelecimento de um perímetro de segurança de aproximadamente 1500 metros.

Foram mobilizados a Gendarmaria Nacional (30 gendarmes e um helicóptero), a Guarda Costeira, a Cruz Vermelha e os bombeiros para dar suporte à operação, coordenada pela prefeitura local e outros órgãos do governo francês.

Reprodução atual do Rommelspargel

Uma vez que o perímetro foi implementado, os mergulhadores de remoção inciaram a operação ao mover lentamente os blocos para uma área situada nos limites máximos da distância entre a área de detonação e áreas que pudessem apresentar alguma ameaça aos moradores de Le Torquet. A etapa mais difícil necessitou do uso de uma escavadeira para criar uma vala onde os artefatos pudessem ser posicionados com segurança. O próximo passo foi colocar pequenas cargas explosivas em torno dos blocos, a fim de deslocar sem acionar os explosivos nela contidos. Cada bloco possui uma carga explosiva calibre 270mm. Dois projéteis foram detonados às 10:45, elas representam o equivalente a 120kg de TNT.

Após a operação, os mergulhadores fizeram a remoção de todos os restos e detritos criados pela detonação.

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A icônica AK-47 vai ser descontinuada. Foto via Wikipédia.

Depois de anos sendo um dos símbolos mais conhecidos de morte e destruição em todo o mundo, os fuzis soviéticos Kalashnikov (o mais famoso deles sendo a AK-47) estão ganhando um rebranding para se alinhar à nossa era moderna.

Desde a Guerra Fria, o equivalente americano da M16 esteve nas mãos de crianças-soldado na África e serviu de arma icônica para Gaddafi e o Talibã. A arma tem até uma versão pirata chinesa. Poucos vão negar que sua durabilidade resistiu aos testes da guerra: você pode enterrar uma Kalashnikov no deserto iraquiano por 20 anos, e ela ainda vai disparar quando for desenterrada.

A icônica AK-47 vai ser descontinuada. Foto via Wikipédia.
A icônica AK-47 vai ser descontinuada. Foto via Wikipédia.

Para quem nunca atirou com uma AK-47, o fuzil resistente a areia não é perfeito. As rajadas são maiores, e é difícil controlá-lo no modo totalmente automático. Então, há uma razão para soldados ocidentais preferirem fuzis mais leves e precisos. Mas o fato é que a Kalashnikov deve ser a façanha de engenharia mais impactante do ex-império soviético.

Com a Rússia tentando agora reafirmar seu lugar como superpotência militar, a companhia Kalashnikov está passando por um rebranding. De acordo com a Sputnik News, a agência de mídia estatal, a Kalashnikov Concern (o título oficial da maior produtora de armamentos do país) está criando uma nova estratégia corporativa com planos que se estendem até 2020.

O novo logo da Kalashnikov. Foto via Rostec State Corporation.
O novo logo da Kalashnikov. Foto via Rostec State Corporation.

De acordo com o site RT, a Kalashnikov Concern pagou mais de US$ 380 mil para modernizar a imagem da marca. O resultado: a reestruturação de suas marcas militar, civil e esportiva, além de uma nova linha de trajes de sobrevivência e facas de caça.

Já sendo a maior produtora de fuzis do país, a Kalashnikov disse que nem todas as novas linhas de armamento vão compartilhar a mesma marca visual da AK-74 e dos demais fuzis AKM. Os próximos armamentos militares/policiais terão um novo logotipo, que integra o pente de balas curvado icônico da AK-47 a um K em vermelho.

Fuzis Kalashnikov e o novo logo da companhia. Foto via Rostec State Corporation.
Fuzis Kalashnikov e o novo logo da companhia. Foto via Rostec State Corporation.

“É impossível competir na indústria mundial de armas sem uma marca forte”, afirmou a companhia.

Parte da estratégia de rebranding da Kalashnikov também inclui um novo slogan, traduzido normalmente como “Protegendo a Paz”. No entanto, o slogan em russo também pode ser lido como “Armas pela Paz” ou “Armas do Mundo” – dependendo da interpretação da palavra mir. O que pode sugerir que a Kalashnikov se orgulha da onipresença das suas armas de fogo.

A AK-47 é, possivelmente, a arma mais facilmente reconhecível da Terra. Quantos fuzis conseguiram chegar a uma bandeira nacional ou ao rosto de um rapper de Miami?

A verdade é que, seja lá qual for sua versão favorita da AK, o fuzil russo ocupa um lugar dominante na cultura pop como um emblema das forças antiamericanas. Parece que, em qualquer zona de conflito onde as forças dos EUA se metam, o inimigo sempre carrega uma AK.

E como a Kalashnikov atesta em seu site, em mais de 60 anos, 100 milhões de seus fuzis já foram fabricados – sem falar em versões piratas disponíveis em feiras ilegais de armas pelo mundo afora.

Atualmente, poucos especialistas militares vão discordar da eficácia da arma. Além disso, pelo que a mídia revelou do novo plano, a companhia afirma que a arma vai ser o novo rosto da “paz” pelo mundo, uma medida que visa a ajudar a ressuscitar sua imagem como a marca das sanções ocidentais de armamento contra a Rússia. O rebranding pretende legitimar a reputação da companhia e expandir seus mercados, tanto doméstica como internacionalmente.

A questão é: por que mexer em time que está ganhando? Que outra produtora de armas tem o mesmo registro de sucesso? A resposta pode muito bem ser esta: os fabricantes russos estão partindo para uma atualização de seus sistemas de armas com o objetivo de forçar potenciais compradores a fazer novas aquisições.

Se esse rebranding significa ou não o fim da clássica AK-47 como conhecemos, isso ainda é um mistério. Mas é certo que seu impacto cultural e notoriedade viverão para sempre. Afinal de contas, nas palavras toscamente traduzidas pelo Google de Mikhail Kalashnikov, o pai de todos os rifles AK: “Uma arma de fogo precisa ser linda como uma mulher, ela precisa se encaixar nas suas mãos perfeitamente e te fazer querer pegá-la.”

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Fonte: Vice, dezembro de 2014.

 

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GERMANY - CIRCA 1930: Adolf Hitler (1889-1945), German statesman, in Berchtesgaden. (Photo by Roger Viollet/Getty Images)

hitler_autograph1-234x300Uma foto assinada por Adolf Hitler, descoberta nas ruínas de seu bunker em Berlim após a guerra, será leiloada na Inglaterra.

A fotografia emoldurada pertencia ao repórter William Forrest, que testemunhou os desembarques na Normandia e a travessia do Reno durante a Segunda Guerra Mundial.

Forrest, que faleceu em 1996, encontrou a foto no Führerbunker enquanto fazia uma reportagem no local, no fim da guerra. Estima-se que a fotografia que a fotografia seja vendida por 18 mil libras, de acordo com os leiloeiros.

A Auction Centre, sediada em Runcorn, Inglaterra, disse que a imagem foi vendida por Forrest “quatro anos antes de sua morte para alguém que trabalha na indústria do cinema”.

Um porta-voz disse que o atual dono deseja permanecer no anonimato e que não revelou quanto pagou pela relíquia. Forrest, que era repórter do jornal News Chronicle durante a guerra, escreveu uma carta dizendo que entrou em Berlim “juntamente com as primeiras tropas britânicas”.

A fotografia em questão foi tirada em 1925, um ano após Hitler ser sentenciado a cinco anos de prisão em Landsberg por tentativa de golpe de estado em Munique – e oito anos antes de se tornar Chanceler da Alemanha.

No autógrafo consta a inscrição “Landsberg 1925″
No autógrafo consta a inscrição “Landsberg 1925″

O leilão acontecerá em 13 de setembro.

Fonte: BBC News, 29 de agosto de 2014.

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  Passados 3 meses desde o lançamento do filme (12 de Julho de 2017), creio que todos os nossos leitores provavelmente já assistiram este nostálgico...