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Um cidadão o norte da Alemanha encontrou o equivalente a €45,000 em ouro da era Nazista – mas irá embolsar apenas uma parte deste achado.

O sonho de todo caçador de tesouros se tornou realidade para Florian Bautsch no último mês de outubro quando ele encontrou 207 moedas de ouro da era da Alemanha de Hitler em Lüneburg.

Bausch estava explorando antigos locais de sepultamento na cidade que fica ao sul de Hamburgo quando topou com a primeira peça em ouro.

 

Após uma busca mais aprofundada no local, debaixo de folhagens ele encontrou mais moedas, Bautsch fez uma pesquisa local e entrou em contato com arqueólogos locais.

Durante duas semanas eles escavaram, desenterrando 207 moedas de ouro – que acumulavam um valor em torno de 45.000 euros.

Os arqueólogos também encontraram reminiscências de cera e dois carimbos com estampas em no formato da conhecida suástica, águia imperial e também um outro escrito: “Reichsbank Berlin 244”.

O achado foi exibido no Museu de Lüneburg na terça feira – e causou um considerável espanto entre os experts, de acordo com o arqueólogo de Lüneburg Edgar Ring.

Moedas de ouro nazista

Apesar do valor das moedas, Bautsch está permitido a receber apenas uma pequena quantia deste montante como sendo o responsável pelo achado – mas explicou honestamente ao dizer que o que foi mais importante para ele foi o conhecimento científico que adquiriu ao contar com o apoio dos profissionais que o ajudaram.

Um golpe de sorte

No entanto, achados similares foram feitos no passado, quase todos sem contexto arqueológico, sendo feitos por detectores de metal ilegais que frequentemente destruíam pistas cruciais sobre a origin das moedas.

O fato de que este achado foi feito por alguém tão bem informado foi um golpe de sorte, disse o arqueólogo do estado da Baixa Saxônia, Henning Hassmann.

Isso significa que o achado pode ser datado ao período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial.

 

As moedas foram originalmente colocadas em dois recipientes separados, onde permanecem apenas os carimbos atualmente.

Foram enterrados em aproximadamente um metro de profundidade, ao redor das raízes de uma árvore – mas espalhados na área onde a árvore removida mais tarde.

Dentre as moedas, 128 possuíam relevos Belgas, enquanto outras 74 da França e 12 da Itália. As últimas três possuíam relevos Austro-Húngaros.

Todas possuem o diâmetro de 21mm e pesam em torno de 6,45 gramas, num total de 1,4kg, e muitas foram cunhadas entre 1850 e 1910 – com a mais velha datando de 1831.

Análises químicas da cera encontrada mostram que as moedas foram embaladas em algum período entre 1940 e 1950.

Ring disse que este ouro certamente pertencia ao Banco Central do Reich (Reichsbank) e fazia parte de uma coleção de moedas roubadas.

De acordo com Hassmann, as moedas podem ter sido cunhadas com o objetivo de serem edições comemorativas limitadas, à serem usadas como forma de investimento aos bancos e investidores privados.

Fonte: The Local

 

 

 

 

Por mais de quatro décadas, o fotógrafo James Speed Hensinger manteve estas incríveis fotografias guardadas para si, sem as liberar para acesso público até junho de 2013.

Helsinger, paraquedista, tinha apenas 22 anos de idade quando esteve com a 173ª Brigada Paraquedista em abril de 1970 quando um atirador de elite Vietcongue lançou disparos semi-automáticos sobre a base de Helsinger em Phu Tai, próximo à cidade costeira de Da Nang.

Primeira salva: O ataque à posição do atirador começou com alguns tiros disparados pelos canhões automáticos de 40mm de uma bateria anti-aérea blindada M42.

Ataque-a-Franco-atirador-vietnamita

 

E então os soldados lançaram sinalizadores sobre a colina, enquanto um par de metralhadoras M60 em torres de guarda começaram debulhar a mata com chumbo quente. A munição traçante pode ser vista à esquerda.

Ataque-a-Franco-atirador-vietnamita.2

Soldados americanos tentavam atingir o sniper repetidamente com salvas alternadas por detrás das rochas. “Nós estávamos aborrecidos por estarmos levando tiros de sniper vindos da colina sobre nós por várias noites seguidas” disse Hensinger.

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“O desgraçado levantava em meio as rochas, disparava todo o seu carregador de sua AK-47. O sniper estava atirando de um ângulo tão agudo que projéteis estavam furando a lona de nossas cabanas” “Decidimos então usar fogo pesado na próxima vez que ele tentasse nos atingir”

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Na noite seguinte, Hensinger pegou sua Nikon FTN e a programou com longas exposições para capturar o combate. Quando o Vietcongue disparava, os americanos abriam fogo pesado. Aqui, uma bateria anti-aérea M42 atira com ambos os canhões e metralhadoras de apoio em direção as colinas.

Ataque-a-Franco-atirador-vietnamita.5

O M42 disparava projéteis calibre .50. que chegavam a iluminar as colinas. Os soldados não sabiam onde o atirador estava, eles esperavam que conseguiriam o atingir usando o máximo de poder de fogo que conseguissem.

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O atirador nunca foi encontrado, mas, os soldados encontraram traços de sangue durante uma varredura na área do combate. “As rochas onde ele se escondia eram do tamanho de um carro popular. Foi um grande equívoco por parte do general pinar o mapa em um local aleatório e dizer [vamos construir a base aqui!].”

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Soldados saqueiam casa de camponeses na Guerra dos Trinta Anos: pintura de Sebastian Vrancx
A 9 de julho de 1578, nasceu o imperador Ferdinando, na Áustria. Obstinado pelo catolicismo, acabou sendo um dos protagonistas da Guerra dos Trinta Anos, juntamente com o soberano protestante Frederico 5°.

Natural de Graz, na Áustria, Ferdinando foi educado num colégio jesuíta em Ingolstadt, no sul da Alemanha. Em 1617, tornou-se rei da Boêmia, e, no ano seguinte, da Hungria. Em 1619, sucedeu ao imperador Matthias à frente do Sacro Império Romano de Nação Germânica.

Ferdinando casou-se com Maria Ana, da Baviera. Apelidado “Imperador da Contrarreforma”, foi radical inimigo dos protestantes. Seu objetivo era impor o absolutismo católico romano em seus domínios.

No chamado Sacro Império Romano do Ocidente, um dos reis alemães era eleito pelos príncipes e bispos, sendo coroado pelo papa como Imperador da Cristandade. Todos os outros reis deviam respeitá-lo como tal. Mas com a Reforma protestante, instalou-se um conflito entre os príncipes eleitores.

Na Boêmia, os grupos protestantes se rebelaram contra o imperador católico, construíram uma igreja evangélica num reduto católico e entronizaram o príncipe eleitor calvinista Frederico 5º, que estendia seu poder até o Palatinado e era o chefe da União Protestante contra os católicos.

Guerra dos Trinta Anos

Os principais adversários eram, do lado católico, Ferdinando 2º, e do lado protestante, Frederico 5º. O recém-coroado Ferdinando mandou as tropas de seu aliado, o duque Maximiliano da Baviera, para a Boêmia. Era a eclosão da Guerra dos Trinta Anos, o primeiro grande conflito europeu. Na primeira batalha, Maximiliano conseguiu controlar os revoltosos rapidamente.

Frederico do Palatinado teve que fugir. Em Praga, o imperador vingou-se dos revoltosos com a execução pública de 27 nobres, líderes do levante. Para reprimir a insatisfação popular, enviou para a Boêmia tropas comandadas por Albrecht von Wallenstein, um comandante alemão sedento de guerra.

Na década de 1620, parecia que Wallenstein iria impor a paz na Boêmia, mas então outros países europeus entraram no conflito. Os holandeses invadiram a Renânia para enfrentar os exércitos da Espanha e dos Habsburgos, comandados pelo poderoso general Spinosa. Em 1626, uma força dinamarquesa comandada pelo monarca Cristiano 4º invadiu a Alemanha pelo norte, para apoiar os protestantes.

Wallenstein ofereceu-se a Ferdinando 2º para expulsar os dinamarqueses, com um exército organizado por conta própria – e teve sucesso. Como prêmio, tornou-se príncipe imperial. Em 1630, o exército do influente rei sueco protestante Gustavo Adolfo 2º (1611–1632) invadiu o norte da Alemanha e avançou para a Renânia e a Baviera no ano seguinte. As tropas comandadas por Ferdinando 2º conseguiram expulsá-lo.

Diplomacia

Os protestantes alemães procuraram soluções pacíficas para o conflito, o que culminou no chamado Acordo de Paz de Praga, de 30 de maio de 1635. Esse acordo, porém, foi de pouca duração. A França e a Espanha intervieram, desencadeando mais uma série de lutas, que só terminaram em 1648, com a Paz de Vestfália, na qual foi reconhecida a liberdade religiosa dos calvinistas e dos demais protestantes.

Ferdinando 2º casou-se pela segunda vez com Eleonora Gonzaga de Mântua, em 1622, morrendo em Viena em 15 de fevereiro de 1637. Além das razões religiosas, entretanto, outros motivos haviam levado à guerra, inclusive disputas sucessórias e territoriais, bem como questões comerciais.

Europa após a Paz de Vestfália
Europa após a Paz de Vestfália (Wikipedia)

Fonte: Deutsche Welle,

Soldado alemão opera o StG 44
Soldado alemão opera o StG 44

Se você realmente se interessa pela história da Segunda Guerra Mundial, isto vai ser um estouro em sua cabeça. O vídeo abaixo mostra membros militantes da Síria que lutam contra o regime de Bashar Al-Assad ao encontrar um container repleto de rifles. O membro rebelde que postou o vídeo alega erroneamente que encontraram 5.000 rifles AK-47. NÃO! Aparentemente eles tropeçaram numa pilha de relíquias alemãs da Segunda Guerra Mundial, um container cheio de rifles de assalto StG 44 (Sturmgewehr 44).

Como uma quantidade tão grande destas belezas da engenharia da Alemanha Nazista foi acabar nas mãos de militantes no Oriente Médio? Ninguém sabe, mas provavelmente foram vendidas ao governo sírio durante a Segunda Guerra. Talvez possam ter sido adquiridas no mercado negro.

A probabilidade é de que estes rifles serão usados pelos rebeldes, ou destruídos. O máximo que podemos chegar de possuir uma arma dessas no Brasil é um numero negativo, já que aqui o porte de armas é proibido.

Rebeldes manuseiam o rifle alemão
Rebeldes manuseiam o rifle alemão

 

O primeiro rifle de assalto da história e o pai da AK-47

No início da Segunda Guerra Mundial, as tropas alemãs estavam equipadas com os antigos Mauser K98k, e uma variedade de submetralhadoras leves e médias.

Logo, com a evolução da guerra estas armas se provaram não tão eficientes aos esforços alemães. Algumas submetralhadoras ainda possuíam um grande poder de fogo mas um alcance inferior. Enquanto estas dificuldades eram presentes, a Alemanha entrava em guerra com a União Soviética e alguns destes problemas tiveram de ser resolvidos mediante a ameaça das armas soviéticas como o SVT-40 e a PPSh-41, com alto poder de fogo e alcance entre curto e médio. Além de tudo a indústria bélica alemã ainda tinha problemas no desenvolvimento em escala industrial de algumas armas como o Gewehr 41, um novo rifle semi-automático introduzido em 1941.

Grandes esforços foram adotados para banir de vez as sub-metralhadoras da forças armadas, no entanto o recuo dos disparos de 7.92mm dos Mauser limitavam a precisão durante disparos automáticos.

Haenel_Mkb_42(H)
O Haenel MKb 42 (H), o precursor do MP 43/44.
MKb 42W (Walther)
MKb 42W (Walther)

A solução seria criar um armamento intermediário de baixa manutenção e alto poder de fogo, com alcance médio. Muitos protótipos foram testados entre 1941 e 1944, sem sucesso devido a problemas de manutenção, alcance, confiabilidade e precisão. Muitos destes programas foram cancelados pelo próprio Hitler em sua escalada para o desenvolvimento do rifle. Com a urgência imediata do armamento, nos anos posteriores à bateria de protótipos foi então instaurado um período final de avaliação de vários protótipos num espaço de tempo que duraria até 6 meses. Neste meio tempo muitos testes foram feitos até que foi criada a MP43 (Maschinenpistole 43) sendo incorporada como uma atualização das metralhadoras existentes e presentes nas forças armadas alemãs na época.

Hitler inspeciona os protótipos de rifle de assalto em 1944.
Hitler inspeciona os protótipos de rifle de assalto em 1944.

 

Hitler então, avaliando as situações no front leste, solicitou que o novo rifle recebesse atualizações. Algum tempo depois Hitler teve a oportunidade de testar a nova atualização chamada de MP44. Muito impressionado, ele renomeou o armamento o chamando de “Sturmgewehr,” em que a tradução seria “Rifle de Assalto”, daí então o nome StG 44 ou Sturmgewehr 44.

História operacional do STG 44.

Vislumbrando o combate pela primeira vez no fronte leste, o STG 44 foi empregado pra funcionar como contra medida sobre os russos equipados com as metralhadoras PPS e PPSh-41. Enquanto o StG 44 possuía um alcance mais curto que o rifle Karabiner 98k, ele era mais eficiente em custo alcance e tinha uma alcance maior do que ambas as armas soviéticas. No entanto, o emprego padrão do StG 44 baseava-se no modo semi-automático, e era altamente preciso no modo automático por possuir uma baixa cadência de tiro. Em uso em ambos os fronts no final da guerra, o StG 44 também provou ser eficiente ao prover ótimo desempenho no lugar das metralhadoras anteriores.

Soldados alemães da 1ª Divisão Ski armados com StG 44 avançam na regi!ao de Prypiat, Ucrânia, 1942.
Soldados alemães da 1ª Divisão Ski armados com StG 44 avançam na regi!ao de Prypiat, Ucrânia, 1942.

O primeiro rifle de assalto da história chegou muito tarde no conflito para ter um efeito significativo nos resultados da guerra pelo lado alemão, mas ele pavimentou o caminho para uma árvore genealógica de armas modernas que incluem rifles famosos como a AK-47 e o M16. Após a Segunda Guerra Mundial, o StG 44 foi arma padrão do Exército Nacional da Alemanha Oriental até ser substituído pela AK-47. A Polícia Civil da Alemanha Oriental usou o rifle até 1962. No geral, a União Soviética exportou StG 44 a seus estados incluíndo a Checoslováquia e Iugoslávia, também foram exportados para guerrilhas e grupos insurgentes aliados dos soviéticos. Em casos posteriores, o StG 44 foi fornecido a organizações como a Organização para Liberação da Palestina e o Hezbollah. Forças americanas também confiscaram os StG 44 de milícias armadas iraquianas.

 

 

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Treze de agosto de 1944. O 8º Exército Britânico ocupa Florença, Itália. Mais ao noroeste da França os aliados finalmente conseguiram invadir a Normandia. Enquanto isso, em algum lugar no sul da Toscana, um soldado escreve uma mensagem em código e a esconde dentro de uma cápsula de munição. Em 2015, alguém, encontrou-a e a decifrou. Era o fim de uma história absurdamente hilária.

Muitas pessoas em toda a Europa dedicam seu tempo livre para procurar artefatos da Primeira e da Segunda Guerra em antigos campos de batalha – uma prática que não é bem vinda pelos arqueólogos e associações de veteranos. De fato, esta prática é ilegal em alguns países. Ainda assim, equipados com detectores de metal e outros equipamentos de rastreio, estes caras adentram nas florestas para encontrar qualquer coisa que julguem ter valor, de tags de identificação até capacetes e metralhadoras ou tanques e aviões, até mesmo complexos de estruturas fortificadas da era da Alemanha Nazista. Para alguns é um hobby – e algumas vezes bem lucrativo.

Mensagens secretas escondidas

Desta vez, um time de italianos fãs de detectores de metais encontraram algumas pequenas relíquias em algum lugar no sul da Toscana. Como esta insignia do 372º Regimento de Infantaria da 83ª Divisão de Infantaria, que aparentemente nunca combateu na Itália mas estava sendo carregado por um soldado com as iniciais D.M.

Insígnia

Foi um bom achado, mas nada fora do comum. Poucos dias depois eles voltaram ao mesmo local e encontraram isto:

Projétil

Uma cápsula com o projétil invertido. isso sim é interessante. Então o caçador de relíquias voltou para casa para revelar o que havia encontrado, um pedaço de papel:

Cápsula com mensagem

Mensagem secreta

Era uma mensagem secreta! Aparentemente, era uma prática comum que começou na Primeira Guerra Mundial:

[…] o exército usava cápsula para esconder mensagens codificadas (para equipamentos decriptadores, por exemplo) ou códigos decifráveis para as próprias unidades ou localizações de posições, sejam inimigas ou não, na forma de códigos.

O projétil foi removido da cápsula e a pólvora dispensada. Então eles escondiam a nota dentro da câmara vazia. Já que munição poderia ser encontrada em qualquer lugar do campo de batalha, estes objetos eram de fácil ocultação, ao se misturarem com o restante da munição No caso de captura elas eram de fácil descarte ao arremessá-las para longe.

Mas então o que esta mensagem secreta quer dizer? Um outro post de outro fórum alega ter a resposta:

Meu avô serviu na Itália, e eu herdei todo o seu equipamento. Ele guardou todos os seus livros de códigos, então eu dei uma checada. Aqui vai a tradução da mensagem:

O código QM era usado pelo oficial incumbido de coordenar as forças de um objetivo em particular. Isto é o status de uma carta contendo ordens que era endereçadas ao oficial.

Os 5 códigos querem dizer o seguinte, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

ELES – JOGAM – GRANADAS – NÓS – PUXAMOS – OS – PINOS – E – JOGAMOS – DE VOLTA

O código final logo no rodapé diz:

NOTIFICAR REFORÇOS E AGUARDAR – DESNECESSÁRIO

Alemães confusos

Mas algo está errado, o inimigo estava arremessando granadas com os pinos de segurança ainda presos sobre os soldados aliados, e estes mesmos estavam jogando de volta com os pinos de segurança removidos? Como isto faz sentido?

Se o conteúdo da mensagem era realmente verdade, a real razão talvez seja por que algumas granadas italianas (tipo L) possuíam dois pinos de segurança para arma-las, assim como mostra esta imagem:

granada italiana

Mas por que os soldados italianos não removiam o segundo pino? A única explicação lógica é de que os soldados não eram italianos. Eram alemães.

A maioria das forças italianas já não estavam mais em combate à esta altura da guerra. Em 3 de setembro de 1943, o Rei Victor Emanuel III e o Primeiro Ministro Pietro Badoglio assinaram a rendição incondicional em Cassibile. Algumas tropas italianas permaneceram leais a Mussolini e continuaram combatendo os aliados. Os alemães confiscaram todo o aparato de guerra italiano também, incluindo as granadas.

Por volta de 13 de agosto de 1944, com Roma e Florença nas mãos dos aliados, poucos soldados italianos ainda continuavam no campo de batalha. E esta é a única explicação lógica para esta situação absurda descrita na mensagem codificada: Estas granadas provavelmente estavam nas mãos dos soldados alemães que não estavam familiarizados com o equipamento italiano, arremessando-as com o segundo pino de segurança ainda preso e as vendo serem arremessadas de volta sobre eles alguns segundos depois, prontas para fazê-los em pedaços.

Os reforços eram desnecessários, realmente.

 

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Um desenho feito num milharal de um dogfight entre um Messerschmitt Bf-109 e um Spitfire. (Foto: Bruce Adams / Daily Mail Online)

No meio dos campos em Cumbria, um Spitfire britânico da RAF persegue um caça alemão Messerschmitt Bf-109, num incrível tributo feito por um fazendeiro numa plantação de milho para marcar a data de 70 anos da Batalha da Inglaterra.

Utilizando uma área de 4 hectares de um milharal em Kendal, região de Cumbria, ele fez um reconhecimento pelo aniversário da Batalha da Inglaterra, a qual começou no dia 10 de julho de 1940, quando a Luftwaffe lançou um ataque aéreo maciço sobre o Reino Unido.

O fazendeiro Wadsworth, de 40 anos, de Sedgwick, próximo a Kendal em Cumbria, quis pagar um tributo aos bravos britânicos que lutaram na lendária batalha. Ele utilizou um sistema de GPS para fazer o desenho e espera abrir a fazenda ao público na quinta-feira, para que possa ensinar a nova geração sobre os sacrifícios que o povo britânico fez anos atrás.

A prefeitura da cidade de Nuremberg anunciou planos de gastar até 70 milhões de euros para renovar o vasto e dilapidado complexo de convenções do Partido Nazista na cidade – usado pela cineasta Leni Riefenstahl como plano de fundo de seu filme de propaganda “O Triunfo da Vontade”.

 

O complexo de 11 km², que inclui 24 torres e a famosa “Tribuna do Zeppelin” – da qual Hitler olhava as fileiras uniformizadas de membros do partido – projetada por Albert Speer, arquiteto-chefe do regime, e nunca plenamente completado.
Mas o local, que recebe mais de 200 mil turistas por ano, vem lentamente se desintegrando desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e diversas estruturas estão agora sob risco de desabamento.

 

O prefeito de Nuremberg, Ulrich Maly, disse que o péssimo estado das estruturas deixou a prefeitura num difícil dilema: “Demolir o complexo provocaria ultraje internacional – então iremos restaurá-lo, mas isso não significa que estamos melhorando-o”, insistiu.

 

Maly disse que embora partes do local tenham sido demolidas nos anos 1960 para abrir espaço para residências, mais demolições são impossíveis, pois o local agora é protegido pelo patrimônio histórico. Segundo ele, muitos na cidade são favoráveis a deixar o complexo desintegrar-se por si próprio, já que isso simbolizaria “o fim de uma era que deveria durar 1.000 anos”.

 

Mesmo assim o prefeito disse que se a prefeitura permitisse que os prédios se desintegrassem sozinhos, seria obrigado a cercá-los e proibir todo e qualquer acesso a eles. “Então, decidimos restaurá-los até certo ponto, disse. “Mas não procuramos não chegar ao estado original”.
O trabalho de renovação também irá preservar as inscrições feitas por soldados Aliados no fim da guerra, e que cuidadosos reparos serão feitos em um mosaico no teto do “Salão Dourado” da Tribuna do Zeppelin.

 

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Atualmente

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Fonte: Independent.ie, 4 de setembro de 2013.

A base aérea de Northolt, perto de Londres, tem sua origem traçada no longínquo ano de 1915, quando frágeis biplanos de “caça” BE2C do Real Corpo Aéreo voavam dali para enfrentar os Zeppelins alemães que atacavam o território britânico.

Teve um papel de destaque também durante a Segunda Guerra, quando homens do 303º Esquadrão (polonês) da RAF em seus Hawker Hurricanes deram combate à poderosa Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra. Os pilotos, na maioria expatriados poloneses, enfrentaram os alemães com ferocidade e destreza singular entre as unidades da RAF, e foram importantíssimos para dirimir os planos inimigos de invasão da Inglaterra.

Pilotos poloneses do 303º Esquadrão da RAF, 1940.
Pilotos poloneses do 303º Esquadrão da RAF, 1940.

Northolt é agora o último campo de pouso ainda operacional da Batalha da Inglaterra, e este ano, representando o 75º aniversário da Batalha e seu próprio centenário, a base realizará uma grande celebração em setembro. Não há nada certo ainda, mas Northolt espera atrair a maior quantidade já vista de Supermarine Spitfires e Hawker Hurricanes em condições de voo desde os anos 50.

Eles estão tentando agendar o evento para um domingo, 6 de setembro, para não colidir com o próximo fim de semana, 15 de setembro, no qual será celebrado o aniversário da Batalha da Inglaterra.

Traremos mais notícias em breve.

Spitfire Mk.IXe MK356 do Battle of Britain Memorial Flight decolando de Duxford. Sem dúvidas estará presente nas celebrações em Northolt em 2015.
Spitfire Mk.IXe MK356 do Battle of Britain Memorial Flight decolando de Duxford. Sem dúvidas estará presente nas celebrações em Northolt em 2015.

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Novos aviões têm quantidades significativas de materiais compostos (não metais), peças que exigem técnicas sofisticadas de reparo. Airbus Group fechou uma parceria com a Unicamp (Universidade de Campinas) e o Consulado Francês em São Paulo para criar uma cadeira industrial que pesquisará o Comportamento Dinâmico de Estruturas Compostas.

Parte do Programa de Cátedras Franco-Brasileiras no Estado de São Paulo, a nova cadeira integrará a grade da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp e será coordenada pelo professor Dr. Alberto Luiz Serpa. A Dra. Ana Cristina Galucio, especialista em compósitos da Airbus Group Innovations, foi escolhida como pesquisadora associada da Unicamp para o programa até dezembro de 2015. Brasileira, Ana Cristina trabalha para a divisão desde 2006. A cadeira estudará o comportamento dinâmico de materiais compostos utilizados em estruturas aeroespaciais. O trabalho, único na América Latina, estimulará a pesquisa e desenvolvimento de projetos, além de qualificar estudantes e profissionais em uma das áreas mais avançadas da tecnologia aeronáutica, aplicável em aviões, helicópteros e satélites.

“O Airbus Group tem experiência comprovada em parcerias com universidades em todo o mundo. Esta nova cadeira irá estimular projetos e pesquisas de muito valor e faz parte de nossa contribuição contínua com o setor aeroespacial brasileiro, demonstrando nosso comprometimento com o País e o desenvolvimento industrial a longo prazo”, afirmou o diretor presidente do Airbus Group no Brasil, Bruno Gallard.

A Helibras, subsidiária brasileira da Airbus Helicopters, também está apoiando a ação, com foco na possibilidade de desenvolver novas tecnologias para a fabricação de helicópteros. “Apoiar um projeto como esse, em parceria com o Grupo, é um passo muito importante. Nós poderemos trabalhar com tecnologias que podem ser usadas em helicópteros e aviões Airbus”, explicou o presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira.

A cadeira é uma iniciativa da Airbus Group Innovations, braço do grupo responsável pelo desenvolvimento de parcerias com escolas, universidades e centros de pesquisa mundialmente reconhecidos. A Airbus Group Innovations tem como missão apoiar o desenvolvimento das divisões do Grupo onde quer que estejam e a cadeira franco-brasileira na Unicamp ratifica isso no Brasil.

Imagem: Bernard and Company Composites

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A Embraer Defesa & Segurança entregou o primeiro caça AF-1 modernizado (AF-1B) para a Marinha do Brasil na sua planta industrial em Gavião Peixoto, no interior paulista, na presença do comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e de oficiais do Alto Comando. O programa AF-1(designação no Brasil do McDonnell Douglas A-4 Skyhawk) prevê a revitalização e a modernização de nove AF-1 monopostos e três AF-1A bipostos. As aeronaves modernizadas receberam novos sistemas de navegação, armamentos, geração de energia, computadores, comunicação tática e sensores, incluindo um radar multímodo de última geração.

25838Esses equipamentos, aliados ao trabalho estrutural realizado, permitirão a estes caças operar até o ano de 2025. O programa de modernização da Embraer prevê ainda o fornecimento de estações de briefing e debriefing que já estão sendo empregadas no treinamento e na proficiência dos pilotos do Esquadrão VF-1 Falcão, possibilitando um melhor aproveitamento, redução de custos e maior eficácia no planejamento e execução das missões.

Entre os armamentos a serem integrados e operados pelo AF-1 e AF-1A, encontram-se os mísseis ar-superfície antinavio MANSUP, da Avibras Aeroespacial, e os mísseis de combate ar-ar de 5ª geração MectronDenel A-Darter e de 3ª geração MAA-1B Piranha II.

Também será possível usar bombas “burras” adaptadas com kits de planeio (stand-off), lançadores de foguetes de 70 mm. e, especialmente, o míssil antiradiação Mectron MAR-1, capaz de incapacitar os sensores de uma fragata ou corveta após voar mais de 100 km até o alvo, dependendo da altitude de lançamento.

AF-1MOs jatos AF-1 Falcão operam a partir de terra na Base Aérea de São Pedro da Aldeia (RJ), ou embarcados a bordo do NAe São Paulo A-12, que segue passando por uma lenta e extensa avaliação para determinar os trabalhos de reforma a serem executados na belonave.

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fonte: infodefesa

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