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Os FW-190A3

Cinquenta dos 72 aviões de guerra desaparecidos há 70 anos atrás foram encontrados enterrados em um antigo aeroporto na cidade de Kayseri, Provícia de Anatólia na Turquia. Os FW-190A3 foram enterrados a mando dos Estados Unidos. Eles desapareceram em 1947 quando os americanos decidiram enviar ajuda militar à Turquia e foram “deletados” do inventário do plano de auxílio.

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Com a chegada da era dos aviões à jato, estes exemplares movidos à turboélice foram esquecidos. Esforços para encontrar os 72 aviões começaram em 2015 e testes com detectores foram conduzidos. As máquinas foram capazes de determinar a localização dos aviões, mas a grande burocracia envolvida impediu que fossem desenterrados imediatamente.

Estes aviões possuíam extrema significância em termos de produção. A cooperação entre Alemanha e Turquia continuou após a Primeira Guerra Mundial e pavimento o caminho para a produção cooperativa conduzida pela empresa Alemã, Junkers. Mais tarde, a primeira fábrica de aeronaves turca foi fundada, produzindo modelos A-20.

Este pacto foi mantido mediante um acordo comercial entre a Alemanha de Hitler e a Turquia em 1941 devido aos esforços do chanceler alemão Franz von Papen. A Turquia vendeu minério bruto (Ferro e Cromo) para a Alemanha, e em troca, adquiriu 72 caças modelo FW-190A3.

Estes aviões, cujas peças foram produzidas na região da Anatolia, foram trazidos em 1943. Fizeram seu primeiro vôo em 10 de julho de 1943, e foram distribuídos à 5 províncias turcas. Um total de 50 aviões foram enviados a Kayseri antes de desaparecerem em 1947.

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De acordo com os novos documentos encontrados, os EUA solicitaram que a Turquia destruísse todos os FW-190A3 para que pudessem os vender seus aviões utilizados durante a Segunda Guerra Mundial. Como resultado de uma longa conversa em Ancara, estes aviões nunca mais foram vistos.

Aeroporto de Kayseri
Aeroporto de Kayseri

Uluhan Hasdal, autoridade que investigava o paradeiro dos aviões por 25 anos, alegou que os EUA ofereceram seus aviões à Turquia sem cobrança na condição de que os caças alemães fossem destruídos.

“Os EUA queriam nos enviar os aviões sem custo. No entanto, havia apenas uma condição; a destruição completa da tecnologia alemã. Aproximadamente 50 aviões foram trazidos ao Aeroporto de Kayseri e deixados de fora do inventário. De acordo com documentos, os aviões foram enterrados em invólucros de tecido cobertos com óleo,” disse Hasdal.

“As autoridades alemãs me disseram que os aviões eram resistentes a corrosão e poderiam voar logo após serem desenterrados.” disse ele.

Fonte: Daily Mail

Logo após o fim da guerra, Berlim jazia em ruínas. Imagens feitas por correspondentes soviéticos mostram a extensão da destruição. 70 anos depois o fotógrafo Fabrizio Bensch visitou os mesmos lugares novamente.

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Reichstag (Tiergarten)
Alexandrinenstraße (Kreuzberg)
Auguststraße (centro)
Vista lateral do Reichstag (Tiergarten)
Borsigstraße (centro)
Vista da Marie-Elisabeth-Lueders-Haus (Tiergarten)
Frankfurter Allee (Friedrichshain)
Voßstraße (centro)
Rua Kadiner (Friedrichshain)
De volta no tempo.

Em 1945, o correspondente soviético Georgiy Samsonov juntamente com o 5ª Exército sob o comando do General Coronel Berzarin estavam em Berlim. Sua câmera estava carregada com filme e pronta para fotografar. Uma réplica soviética sem a licença da empresa Leica II foi capaz de capturar imagens impressionantes da cidade em ruínas. Alguns soldados soviéticos são vistos em situações hostis. Se isto ocorrera com fins de propaganda, isso ninguém sabe. 70 anos depois o fotógrafo berlinense Fabrizio Bensch foi aos lugares em que Samsonov esteve e os fotografou novamente. O que não foi fácil: Seu colega soviético deixou quase nenhuma informação ou referência sobre os lugares.

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Bensch adquiriu velhos mapas das ruas, fotografias aéreas e deixou agendas de telefone ao alcance das mãos para conseguir localizar as cenas. Um trabalho de detetive.
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Algo de incrível surgiu na costa da Argentina. Pesquisadores acreditam ser os restos de um mini-submarino ou um U-Boot de pequeno porte, da Segunda Guerra Mundial. O que os historiadores e pesquisadores enxergam como mais fascinante sobre este achado, é que ele faz com que os boatos sobre as fugas dos oficiais alemães para a Argentina venham a tornarem-se ainda mais verossímeis.

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Um historiador de Buenos Aires, Fernando Martin Gomez, diz que o submarino é um grande achado para seu país. Ele permaneceu oculto por 70 anos, mas mesmo assim ainda muito bem preservado. Gomez constatou que é particularmente um pequeno submarino, o que significa que poderia ter sido usado pelos nazistas que fugiam das perseguições após o fim da guerra para a America do Sul.

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U-boot Seehund, submarino da mesma classe do que foi encontrado na Argentina

O que Gomez aparentemente se esqueceu é o fato de que a Alemanha de Hitler produziu uma grande quantidade de submarinos pequenos com o objetivo de contra atacarem uma possível invasão aliada. Um destes pequenos submarinos era o “Castor” (Der Biber em alemão). Armado com dois torpedos de 21 polegadas ou minas, montados na parte externa, com o objetivo de atacar navios próximos à costa e eram os menores submarinos da Kriegsmarine (marinha alemã).

Os “Der Biber” foram desenvolvidos e fabricados com uma certa rapidez devido às ameaças de um possível ataque aliado à Europa. Isto resultou em falhas técnicas básicas que, combinadas com a má formação dos seus operadores, significava que eles nunca representariam uma ameaça real para os navios aliados, apesar de 324 submarinos terem sido produzidos e entregues à Kriegsmarine. Um dos poucos sucessos desta classe de submarinos foi o afundamento do cargueiro Alan A. Dale.

O fato de que alguns membros do alto escalão alemão escaparam para a América do Sul já ser conhecido por décadas, até mesmo durante a guerra os primeiros militares que já percebiam o desfecho negativo da guerra, iniciaram os planos para uma rota de fuga com o objetivo de fugirem da Europa.

Estas rotas de fuga almejavam zonas seguras que se concentravam na América do Sul, particularmente na Argentina, Paraguai, Brasil, Uruguai, Chile e Bolívia. Outros destinos incluíam os EUA, Grã Bretanha, Canadá e o Oriente Médio. Existiam duas rotas principais primárias: a primeira ia da Alemanha para a Espanha, e então a Argentina; a segunda saía da Alemanha para Roma, depois Gênova, e então a América do Sul; as duas rotas foram “desenvolvidas independentemente” mas eventualmente acabaram se unindo numa espécie de esforço colaborativo.

Após o final da guerra na Itália, o “Diretor Espiritual dos Cidadãos Alemães residentes na Itália”, Bispo Hudal, se tornou o intérprete oficial para os prisioneiros falantes do alemão e também os internados em campos de prisioneiros em toda a Itália. E então em dezembro de 1944, a Secretaria do Estado do Vaticano recebeu permissão para nomear um representante para “visitar os civis alemães e os prisioneiros na Itália”, este, que seria então um trabalho atribuído a Hudal.

Hudal dez uso de sua posição para ajudar na fuga de alemães procurados por crimes de guerra, incluíndo Franz Stangl, o comandante do campo de Treblinka, Gustav Wagner, comandante do campo de Sobibor, Alois Brunner, responsável pelo campo de prisioneiros de Drancy, próximo à Paris e encarregado das deportações da Eslováquia para campos de concentração na Alemanha, e finalmente Adolf Eichmann, o oficial responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas durante a guerra.

Passaporte da Cruz Vermelha concedido à Adolf Eichmann utilizando o nome de "Ricardo Klement" e usado para entrar em território argentino em 1950.
Passaporte da Cruz Vermelha concedido a Adolf Eichmann utilizando o nome de “Ricardo Klement” e usado para entrar em território argentino em 1950.

Alguns destes procurados estavam presos em campos: geralmente sem identidade ou papéis, eles seriam submetidos a registros internos utilizando nomes falsos. Outros militares que também estavam presos na Itália, procuraram Hudal por seu papel em facilitar as fugas e tornar-se conhecido entre os grupos de alemães naquele país.

De acordo com Mark Aarons e John Loftus em seu livro Unholy Trinity, Hudal foi o primeiro padre Católico a dedicar-se à construção de rotas de fuga. Aarons e Loftus afirmam que Hudal forneceu objetos disfarçados de doações de caridade que possuíam dinheiro em seu interior, e não menos importante, com falsos documentos incluíndo certidões de identidade homologadas pela Organização de Refugiados do Vaticano.

Estes papéis do Vaticano não eram passaportes completos, muito menos garantiam passe livre para fora da Europa. Eles eram, ao invés disso, a primeira parada na “rota dos documentos” – eles podiam ser usados para obter um passaporte de remanejo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC), que consequentemente poderia ser utilizado para a concessão de vistos.

Em seu livro The Real Odessa (2002), o pesquisador argentino Uki Goñi ganhou acesso aos arquivos do país com objetivo de expor que diplomatas argentinos e oficiais da inteligência tinham, sob as ordens do próprio Perón, incentivado criminosos nazistas e fascistas a morarem na Argentina. De acordo com Goñi, os argentinos não apenas colaboraram com as rotas de fuga de Draganovic, mas que formaram uma rota própria através da Escandinavia, Suiça e Bélgica.

O tráfico de argentino de criminosos de guerra institucionalizou-se, de acordo com Goñi, quando o novo mandato de Perón começou em ferveriro de 1946. O então antropólogo Santiago Peralta foi apontado como Ministro da Imigração e um empregado de Ribbentrop, Ludwig Freude como seu assessor. Goñi argumenta que este dois estabeleceram uma espécie de “comissão de resgate” composta por agentes do serviço secreto e “conselheiros” de imigração, em que muitos eram eles mesmos criminosos de guerra, com passaporte, cidadania argentinas e empregos legalmente formalizados.

Foto da identidade de Josef Mengele (1956)
Foto da identidade de Josef Mengele (1956)

As rotas Ítalo-argentinas foram confirmadas apenas recentemente, principalmente devido à pesquisas em arquivos classificados como sigilosos que foram recém liberados. Até então, uma visão comum sobre as fugas dos ex-nazistas não passavam de especulações onde acreditava-se que cada um havia pavimentado sua própria rota sem grandes ajudas, até que vieram os trabalhos de pesquisa de Aarons, Loftus e Uki Goñi (2002).

A rota mais famosa é chamada de ODESSA (organizada por antigos membros da SS), fundada em 1946 e de acordo com Paul Manning, “eventualmente, mais de 10.000 antigos militares alemães chegaram à América do Sul utilizando rotas de fuga como ODESSA e Deutsche Hilfsverein…”

Simon Wiesenthal, aconselhou Frederick Forsyth na película/serie O Dossiê Odessa que trouxe o nome ao público, também nomes como “organizações de fugas nazistas” tais como a Spinne (“Aranha”) e Sechsgestirn (“A Constelação dos Seis”).

A lista dos criminosos de guerra que utilizaram as rotas de fuga incluem:

  • Adolf Eichmann, fugiu para a Argentina em 1950, capturado em 1960, executado em Israel em 1 de junho de 1962.
  • Franz Stangl, fugiu para o Brasil em 1951, preso em 1967 e extraditado para a Alemanha Ocidental, morreu em 1971 de causas naturais.
  • Gustav Wagner, fugiu para o Brasil em 1950, preso em 1978, cometeu suicídio em 1980.
  • Erich Priebke, fugiu para a Argentina em 1949, preso em 1994, morreu em 2013.
  • Klaus Barbie, fugiu para a Bolívia com a ajuda dos Estados Unidos, capturado em 1983, morreu numa prisão na França em 23 de setembro de 1991.
  • Eduard Roschmann, fugiu para a Argentina em 1948, mudou-se para o Paraguai para evitar extradição e morreu lá em 1977.
  • Aribert Heim, desapareceu em 1962, morreu provavelmente em 1992, no Egito.
  • Andrija Artuković, fugiu para os Estados Unidos, preso em 1984, morreu numa prisão na Croácia em 1988.
  • Ante Pavelić, fugiu para a Argentina em 1948, sobreviveu à uma tentativa de assassinato em 1957, mas morreu em decorrência dos ferimentos na Espanha em 1959.
  • Walter Rauff, fugiu para o Chile, nunca foi capturado, morreu em 1984.
  • Alois Brunner, fugiu para a Síria em 1954, morreu por volta de 2010.
  • Josef Mengele, fugiu para a Argentina em 1949, e então para outros países e veio a morrer no Brasil em 1979. Seus restos foram exumados em 1985 e provavelmente destruídos.
  • Johann Feil, fugiu para a Argentina em 1948, voltou para a Alemanha em 1956 para se tratar de um câncer. Ficou com sua família até morrer em 1957.

 Fonte: war history online

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ADN-ZB-Löwe Hen-Schä Dresden nach dem britisch-amerikanischen Luftangriff am 13.-14.2.1945 Das wieder aufgestellte Lutherdenkmal und die Ruine der Frauenkirche, ein bleibendes Denkmal für die sinnlose Zerstörung der Stadt. Aufn.Nov.1958

Há uma década, igreja era reinaugurada em Dresden, no leste da Alemanha. Após ser destruído na Segunda Guerra Mundial, templo foi reerguido e transformou-se em símbolo da cidade e atração turística.

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Dresden church before war

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Quase 5 décadas em ruínas.

 

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Logo após o final da guerra.

 

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Logo após o final da guerra.

 

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Logo após o final da guerra.

 

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Durante a Guerra Fria

 

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Durante a Guerra Fria

 

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A Restauração

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As estradas do leste da Ucrânia estão repletas de entulhos de guerra: bloqueios, crateras, blindados e caminhões camuflados. Volta e meia, uma camionete Mitsubishi L200 com uma chamativa pintura em padrão geométrico de camuflagem dá as caras. É o polêmico Batalhão Azov. A estampa de guerra, marca registrada do Azov, cobre caminhões e jipes de transporte e anuncia a chegada do batalhão prestes a lutar em carros de combate personalizados e blindados.

No subúrbios de Kiev é onde são construídos os “blindados Mad Max”, como os soldados se referem aos seus transportes militares. (O apelido cinematográfico se deve ao estilo da construção: assim como nos filmes, os membros do grupo erguem seus transportes a partir de sucatas e peças descartadas.)

A linha de montagem dos Azov situa-se em uma antiga fábrica de tratores, onde o Grupo de Engenharia da agremiação mantém uma sede. No andar de cima do galpão da frente, encontram-se um trator enferrujado e uma roda de engrenagem com a foice e martelo estampados. Embaixo, uma grande bandeira do Batalhão Azov.

Um guarda e um amigável pastor alemão nos dão boas vindas. A fábrica de tratores foi abandonada anos atrás. O terreno foi destinado a um desenvolvimento residencial, mas acabou vítima de papelada burocrática e invasores.

Panorama da garagem do Grupo de Engenharia Azov, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. À esquerda, um chassi invertido de um tanque se encontra em processo de desmontagem, antes de ser reconstruído como um novo veículo, muito semelhante ao “Azovette” (canto superior direito), que passou por construção similar. Créditos: Pete Kiehart
Panorama da garagem do Grupo de Engenharia Azov, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. À esquerda, um chassi invertido de um blindado se encontra em processo de desmontagem, antes de ser reconstruído como um novo veículo, muito semelhante ao “Azovette” (canto superior direito), que passou por construção similar. Créditos: Pete Kiehart

O membro do Azov e capataz da fábrica, Bogdan Zvarych, conta que o grupo se mudou para o estabelecimento no começo do ano, depois que a polícia pediu a ajuda do batalhão para esvaziá-lo. “Estava cheio de criminosos. Havia pessoas com armas, drogas, fazendo falsas bebidas alcoólicas”, disse. “A polícia comum não conseguia entrar aqui, era muito difícil.”

Ao perceber que tinham esbarrado com a oficina ideal, os Azov assinaram um contrato de aluguel e se instalaram por ali.

“Antes, preparávamos os nossos caminhões em garagens comuns ao redor de Kiev. Esses veículos blindados e foguetes anticarro estavam dando sopa na garagem de um cidadão”, ele ri. “Esta é a nossa realidade, a realidade da Ucrânia.”

O orçamento do exército ucraniano entrou em queda depois que o país deixou a União Soviética, em 1991, tendência que só se reverteu recentemente. Quando as agressões separatistas começaram no leste, em março de 2014, a força de defesa do país totalizava 150 mil membros (dentro de uma população de 45 milhões), dos quais apenas 5 mil estavam prontos para combate.

Para amenizar a lacuna, voluntários se organizaram rapidinho, formaram batalhões e partiram para a frente de guerra.

Membros do Grupo de Engenharia Azov utilizam uma das poucas ferramentas de trabalho disponíveis em um mar de máquinas abandonadas. Este galpão, adjacente à garagem de trabalho, está repleto de fileiras e mais fileiras de maquinaria dilapidada; é um estoque abundante de peças de reposição. Créditos: Pete Kiehart
Membros do Grupo de Engenharia Azov utilizam uma das poucas ferramentas de trabalho disponíveis em um mar de máquinas abandonadas. Este galpão, adjacente à garagem de trabalho, está repleto de fileiras e mais fileiras de maquinaria dilapidada; é um estoque abundante de peças de reposição. Créditos: Pete Kiehart

A maioria dos batalhões voluntários, Azov incluso, foi incorporada à força de defesa ucraniana. Quase todos operam anonimamente com uma estrutura de comando própria — “somos todos irmãos”, afirma Zvarych. Cada grupo possui programas próprios de recrutamento e treinamento e, no caso do Azov, carros de combate próprios.

“Somos o único batalhão voluntário com uma fábrica de viaturas e carros de combate própria”, nos contou Zvarych, de peito estufado.

O Azov tem uma reputação controversa. Em grande parte por causa de seu fundador, um supremacista ariano, e de uma queda por simbologia nazista. A insígnia do batalhão – que muitos membros tatuaram no antebraço – é o símbolo do Wolfsangel modificado sobre outro favorito nazista, o símbolo do Sol Negro. Muitos membros do Azov riem do rótulo de neonazi e enfatizam que a Rússia é o único inimigo. Contudo, a reputação gerou consequências graves para o batalhão, incluindo a exclusão doprograma americano de treinamento militar.

Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha no “Azovette”, um veículo de combate blindado, construído sobre o chassi de um tanque T-64. Créditos: Pete Kiehart
Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha no “Azovette”, um veículo de combate blindado, construído sobre o chassi de um MBT T-64. Créditos: Pete Kiehart

O Azov e outros batalhões voluntários até têm blindados fornecidos pelo governo, mas Zvarych deixou claro que eles podem tomá-los de volta a qualquer momento. O mesmo não se aplica aos carros de combate Azov, que pertencem ao batalhão por completo, das esteiras à torre.

Zvarych nos convidou para entrar na oficina, onde uma pequena equipe de soldadores aprendizes, engenheiros e rapazes que trabalhavam lá desde que a fábrica produzia tratores concluíam sua criação mais recente, o “Azovette”.

O batalhão tem uma frota de veículos blindados diversos, inclusive um caminhão de lixo modificado que chamam carinhosamente de “Pechyvo”, termo ucraniano para “biscoito”. Agora eles estão tentando transformar um trator de fazenda – que no passado era um carro de combate – de volta em carro de combate.

Zvarych nos conduziu ao redor da fera metálica. Apontou para as camadas de blindagem, cada uma com 7 centímetros de grossura, repletas de fileiras de explosivos, projetados para dispersar o impacto de qualquer golpe. A maioria dos projéteis capazes de penetrar os 7 cm de blindagem é de mísseis de carga oca, isto é, cones ocos com projéteis de ponta côncava recheados de explosivos.

Quando são detonados, os explosivos atingem o ápice do cone e o impulsionam para frente. O cone então vira do avesso: um jato centralizado de energia explosiva que impulsiona o projétil para frente, de modo a produzir máximo impacto. Os explosivos da blindagem do Azovette servem para contra-atacar a carga oca; conduzem energia na direção oposta e, assim, o cone não vira do avesso e não concentra a explosão.

Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha no “Azovette”, um veículo de combate blindado, construído sobre o chassi de um tanque T-64. Créditos: Pete Kiehart
Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha no “Azovette”, um veículo de combate blindado, construído sobre o chassi de um MBT T-64. Créditos: Pete Kiehart

A blindagem é espaçada em camadas. Formam-se câmaras que mantêm os danos contidos em sua camada respectiva. Há sete câmaras na parte frontal e três nas laterais.

“Geralmente os MBTs têm uma blindagem de 10 ou 20 cm na frente, mas colocamos 1,4 m. Esse blindado aguenta de tudo, até mesmo alguns tipos de míssil ar-terra. Aguenta todo tipo de equipamento moderno, de quaisquer forças armadas”, disse Zvarych.

Ele argumenta que o Azovette é o blindado perfeito e compara seu veículo de 50 toneladas e cinco assentos com o Panzer VIII Maus, a super máquina blindada da Alemanha nazista, um golias de 188 toneladas completamente vedado, de proporções mitológicas, que nunca saiu da fase de protótipo.

As esteiras de um carro de combate costumam ser o seu ponto fraco. Os engenheiros do Azov então revestiram a base das esteiras com camadas de blindagem. Segundo Zvarych, projéteis precisariam acertar a base três vezes no mesmo ponto exato para atravessar o veículo.

Cabines de veículos descartadas, modificadas pelo Grupo de Engenharia Azov, em 9 de setembro de 2015, Kieiv, Ucrânia. A cabine amarela, no topo, veio de um tanque que foi transformado em escavadora e agora será transformado em um “Azovette”, um veículo de combate blindado. Créditos: Pete Kiehart
Cabines de veículos descartadas, modificadas pelo Grupo de Engenharia Azov, em 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. A cabine amarela, no topo, veio de um carro de combate que foi transformado em escavadora e agora será transformado em um “Azovette”, um veículo de combate blindado. Créditos: Pete Kiehart

Por baixo de todo a blindagem, está o chassi de um velho carro de combate T-64, o melhor modelo de carro de combate soviético, de acordo com Zvarych.

“Os novos, o T-52 e o T-80, não são tão bons”, disse ele. “Os T-64 foram feitos apenas para a Rússia e a Ucrânia, não foram liberados para exportação, pois são os melhores.”

Ao que parece, é bem fácil encontrar um T-64 na Ucrânia. Durante o período de paz no país – da independência, em 1991, até o conflito atual que começou em março de 2014 – os blindados foram usados para outras coisas.

“A fábrica que fez os blindados os legalizou para uso cotidiano. Fizeram escavadoras e equipamentos agrícolas com as esteiras”, disse Zvarych, apontando para o corpo amarelo de um trator que já fez parte de um T-64 e agora está em construção novamente. “Qualquer pessoa pode comprar um.”

Veículo usado em testes. Um BRDM 2, viatura de reconhecimento leve. Créditos: Pete Kiehart
Veículo usado em testes. Um BRDM 2, viatura anfíbia de patrulha/reconhecimento leve dos tempos da Guerra Fria. Créditos: Pete Kiehart

“Comprar um blindado do governo custa em torno de 2 milhões de dólares, mas este trator custa menos de 50 mil, e com a ajuda dos nossos engenheiros, conseguimos construir um carro de combate muito melhor”, disse ele.

O Grupo de Engenharia Azov contém cerca de dez homens trabalhando sob a direção criativa do “professor maluco” do batalhão, Mykola Stepanov.

Stepanov trabalhou 46 anos na Fábrica Malyshev, como engenheiro e vice-diretor. A fábrica, propriedade do governo, era a maior produtora de carros de combate da URSS e foi o berço do T-64, que agora se encontra na nossa frente.

“Ele consegue criar o blindado que bem entender”, disse Zvarych.

Bogdan Zvarych (à direita), capataz do Grupo de Engenharia Azov, posa para um retrato com Mikael Skillt, conselheiro sueco e sniper do Batalhão Azov. Créditos: Pete Kiehart
Bogdan Zvarych (à direita), capataz do Grupo de Engenharia Azov, posa para um retrato com Mikael Skillt, conselheiro sueco e sniper do Batalhão Azov. Créditos: Pete Kiehart

Stepanov estava na área quando fizemos a visita. Ele ficou o tempo todo de pé em uma estação de trabalho, com os óculos na ponta do nariz, quieto e silencioso, exceto por batidas ocasionais do lápis na planta do projeto.

“Para ele, esse é o trabalho dos sonhos. É o nosso cientista maluco”, disse Zvarchy. “É muito mais fácil construir os blindados que ele quer aqui, porque ele não precisa atender grandes reuniões para definir a instalação de cada parafuso.”

Quando Stepanov coloca uma ideia no papel, os engenheiros e soldadores a transformam em realidade. “Se os russos tentassem fazer algo do tipo, levaria 10 anos. Na Ucrânia, talvez 8 anos. Em Azov, leva cerca de seis meses”, disse Zvarych.

Zvarych acredita que o Azovette ficará pronto nos próximos dois meses.

Um veículo de esteiras anfíbias que foi doado ao batalhão aguarda modificações do lado de fora da garagem do Grupo de Engenharia Azov. Créditos: Pete Kiehart
Um PTS-M (Plavayushij Transportyer – Sryednyij), veículo médio de transporte anfíbio que foi doado ao batalhão aguarda modificações do lado de fora da garagem do Grupo de Engenharia Azov. Créditos: Pete Kiehart

Dois canhões de calibre de 23 mm, de cano duplo, capazes de atirar 3.400 projéteis por minuto cada, serão instalados no blindado, além de um lançador carregado com 8 mísseis. Dentro, a cabine não tem janelas de visualização. No lugar das janelas, a equipe conta com câmeras frontais, traseiras e laterais no carro de combate, e opera a torre e as armas com joysticks.

“Lá dentro é como um videogame”, disse um dos soldados Azov.

Zvarych nos conduziu oficina adentro, rumo a um saguão que aparentava ser um cemitério de máquinas. “Podem até ser um lugar feio, mas há máquinas únicas aqui”, disse.

“Usamos bastante equipamento que foi deixado para trás. Na época da União Soviética, faziam máquinas para durar 50 anos”, disse ele. “Ainda são muito bons e muito precisos. Na URSS, tudo era assim. Um carro simplíssimo funcionava. Dá uns trancos, é feio, mas funciona. E vai funcionar por mais 50 anos.”

Um veículo anfíbio que foi doado ao batalhão aguarda modificações do lado de fora da garagem do Grupo de Engenharia Azov. Créditos: Pete Kiehart
Um veículo anfíbio que foi doado ao batalhão aguarda modificações do lado de fora da garagem do Grupo de Engenharia Azov. Créditos: Pete Kiehart

Além de aproveitar ao máximo máquinas abandonadas, o batalhão vasculhou o estabelecimento atrás de sucatas de metal, e conta com doações de dinheiro e materiais de pessoas físicas e jurídicas ucranianas.

“Temos 1.200 combatentes e cerca de 50 mil pessoas ao nosso redor, trabalhando com o Azov. Há várias pessoas que querem simplesmente nos ajudar”, disse Zvarych. “Todo ucraniano sabe que o governo é inútil. Por isso, as pessoas nos ajudam com mão-de-obra, dinheiro, alimentos e roupas. Elas sabem que, com o Azov, estarão seguras. Com o governo, não.”

Sem dúvidas, a desconfiança em relação ao governo ucraniano é profunda aqui. Em bases militares, cafés e redes sociais, voam enxames de rumores sobre corrupção, incompetência e deslealdade.

“O governo ucraniano não seria capaz de construir esse blindado. Por quê? Porque roubam o dinheiro antes de aplicá-lo”, gracejou Zvarych.

Panorana do exterior da garagem do Grupo de Engenharia Azov, vigiada por um sentinela, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. Créditos: Pete Kiehart
Panorana do exterior da garagem do Grupo de Engenharia Azov, vigiada por um sentinela, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. Créditos: Pete Kiehart

Um soldado contou que, uma vez, ele e seus colegas “libertaram” 40 pacotes de óculos de visão noturna de um armázem do governo. Ele disse que os óculos foram doados à Ucrânia pelos EUA e Canadá como parte dos programas de assistência não letais desses países, mas, segundo o soldado, o governo ucraniano os trancafiou em um armazém a 50 km da linha de frente. Ele especula que o governo pretendia vender os óculos, em vez de repassá-los às tropas. A história do soldado não foi confirmada, mas é uma boa ilustração da pouca fé que os ucranianos depositam no governo.

“Sem brincadeira, o nosso governo não quer que este carro de combate ganhe vida”, disse Zvarych. Ele comentou que o governo está mais preocupado com dinheiro do que com o povo, uma postura que o Azov não engole. “A blindagem deste aqui custa 100 mil dólares, mas as cinco pessoas que estão dentro dele valem muito mais.”

Zvarych ecoa um sentimento que já ouvimos antes no discurso de soldados ucranianos: o governo não faz por onde deve. Zvarych disse que, desde que o Azov foi incorporado à força de defesa ucraniana, recebe apoio do governo, inclusive uniformes e armas. Mas, acrescentou, “Geralmente, as armas são uma merda. Tenho uma pistola fabricada em 1960… 1960!” Um soldado de passagem levantou uma pedra e comentou, “isto aqui é melhor”.

Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha para desmontar um chassi de tanque invertido, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. O chassi será usado como base para outro veículo de batalha, semelhante ao “Azovette”. Créditos: Pete Kiehart
Um membro do Grupo de Engenharia Azov trabalha para desmontar um chassi invertido, 9 de setembro de 2015, Kiev, Ucrânia. O chassi será usado como base para outro veículo de batalha, semelhante ao “Azovette”. Créditos: Pete Kiehart

A insatisfação do Azov com o governo ucraniano e seus equipamentos é o motivo que os impulsiona a adicionar armas à linha de produção para o futuro próximo. No entanto, apesar do clima Mad Max no estabelecimento, não é uma distopia sem lei, e o Azov ainda pretende derrubar algumas barreiras burocráticas antes de expandir a fabricação de armas.

“Temos muitos especialistas que sabem como uma arma deve ser e funcionar, então quando ´tivermos licença, poderemos fazer nossos próprios tipos de armas”, disse Zvarych.

Então, isso significa que o Azov tem licença para o Azovette e os demais blindados Mad Max?

“Isto é um trator. No que diz respeito à papelada, isto é um trator”, Zvarych disse em um tom ironicamente inocente, “Nós simplesmente acoplamos metais a um trator. Por que precisaríamos de uma licença?”

Fonte: Motherboard Vice

Soldados soviéticos em Praga
Acompanhado de unidades de outros países do Pacto de Varsóvia, Exército Vermelho entrou, em 20 de agosto, na República Tcheca. Governo tcheco liberalizara o regime comunista de forma sem precedentes no Leste Europeu.

Rádio Praga: “Na noite de ontem, por volta das 23h, tropas da União Soviética, da República Popular da Polônia, da República Democrática Alemã, da Hungria e da Bulgária ultrapassaram as fronteiras da Tchecoslováquia.”

Em poucas horas, o sonho de um “socialismo com face humana”, que ficou conhecido como a “Primavera de Praga”, se desmanchava sob as esteiras de 7 mil tanques de guerra do Pacto de Varsóvia.

Sob o comando do reformista Alexander Dubcek, 14 milhões de tchecos e eslovacos vinham gozando de maior democracia, sobretudo através da liberdade de imprensa e de opinião. No entanto, a iniciativa isolada do “irmão socialista” deixara o Kremlin em estado de alerta. “É uma contra-revolução”, sentenciou Moscou.

Líderes foram detidos

Naquela noite, o líder do partido comunista Dubcek e seus camaradas foram detidos e o presidente Ludvik Svoboda, colocado sob arresto. Soldados ocuparam pontos estratégicos nas ruas da capital tcheca. As pessoas protegiam-se apenas com as mãos, jogando pedras ou tentando conversar com os militares. Em vão. Tanques já atravessavam a histórica Ponte de Carlos e os soldados davam tiros – a princípio para o alto.

Mas, em pouco tempo, as armas começaram a ser disparadas na direção da multidão. Pessoas caíam vítimas das rajadas de metralhadora. Para muitos, a presença de militares alemães entre os invasores reavivava a memória de 1939, quando as tropas de Hitler marcharam sobre a Tchecoslováquia.

Já nas primeiras horas da manhã, o governo alemão-oriental justificou o episódio através do rádio: “No interesse de sua segurança, no interesse dos povos e da paz mundial, os irmãos socialistas não poderiam permitir que a República Tcheca rompesse com a comunidade dos Estados socialistas. Ao reagir imediatamente ao urgente pedido de ajuda dos patriotas tchecos, os governos de nossos países deram um exemplo claro do internacionalismo socialista”.

Memórias traumáticas

Para a artista judia Lisa Scheuer, que em 1939 fugira dos alemães e sobrevivera a Auschwitz, a cena era inacreditável. “Na noite de 20 de agosto, quando ouvi em meu pequeno rádio que as potências do Pacto de Varsóvia haviam atravessado as fronteiras, fui tomada por um pânico tal que eu só queria escapar.”

prague372Dois dias depois da ocupação, o presidente Svoboda e o líder Dubcek foram levados a Moscou. Levaria quatro dias até voltarem a Praga, derrotados.

O correspondente em Praga, Christian am Ende, relatou as primeiras frases desesperadas de Dubcek:

“Com lágrimas, voz contida e longas pausas, o secretário-geral do partido, Dubcek, declarou: ‘É com muita dificuldade que encontro palavras para agradecer a alta moral que este povo demonstrou. O que acertamos em Moscou não dependeu de nossa vontade.’ Dubcek prosseguiu com seu triste comunicado, informando que as tropas agora iriam se concentrar fora da cidade. Moscou teria prometido retirar gradualmente as unidades do Pacto de Varsóvia do território da República Tcheca.”

Falsas promessas de Moscou

Balanço da operação militar: 72 mortos, 200 feridos graves. A 28 de agosto, Alexander Dubcek anunciou a capitulação final e tentou, em discurso à população, evitar que as esperanças se esvaíssem:

“Nossa vida política chegou a uma encruzilhada. Estamos numa situação em que temos de escolher um caminho. O movimento comunista na República Tcheca tem sua tradição. Pode ser que estejamos num ponto em que talvez caiamos em uma crise atrás da outra. Podemos decidir seguir adiante e tomar mais uma vez o caminho que o partido definiu, ou deixamos a dianteira para forças diversas, correntes diversas. Em todo caso, temos que ponderar, porém, os diversos problemas da situação atual.”

A cínica promessa de Moscou de retirada das tropas e tanques foi cumprida somente 23 anos mais tarde. O último soldado russo deixou o país apenas em 23 de maio de 1991.

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Fonte: DW Brasil

Pode parecer muito uma cena de filme de ação, mas de fato aconteceu. Um atirador de elite do exército britânico salvou a vida de um pai e seu filho que seriam decapitados por membros do Estado Islâmico.

As duas vítimas foram condenadas à morte após recusarem se converter à fé jihadista.  Os militantes realizaram um julgamento em praça pública, forçando a família dos dois prisioneiros a assistir às mortes

Informados por um espião iraquiano, membros da SAS foram mobilizados para impedir as execuções no norte da Síria, próximo da fronteira turca. Assim que chegaram, puderam ver um homem com uma longa barba durante um discurso inflamado para população, enquanto segurava uma faca próximo aos dois homens que estavam com os olhos vendados.

Estado Islâmico

 

Posicionado a 1 km de distância, o sniper atingiu o carrasco na cabeça com um rifle calibre 50. Em seguida abateu seus dois ajudantes, garantindo a segurança dos prisioneiros. As pessoas rapidamente correram para desamarrar pai e filho e tirar suas vendas.

Entretanto, segundo informações do Daily Star Sunday, os snipers não chegaram a tempo de salvar mais vidas. Quando finalmente se posicionaram, diversos corpos já podiam ser vistos decapitados no chão. Os moradores do vilarejo chegaram a fazer um festival para comemorar a saída do Estado Islâmico da região.

 

Fonte: Yahoo News

A carcaça de um avião da Segunda Guerra Mundial e os restos do francês que o pilotava quando o aparelho se acidentou, em 1945, foram desenterrados neste sábado (8) no sudoeste da Alemanha, informou a agência de notícias DPA.

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O avião de combate americano, um Thunderbolt P47, caiu em 14 de fevereiro de 1945, em Ottersweier en Bade-Wurtemberg, fronteira com a França. O piloto, Antoine Allard, 25, procedia de Paris, segundo a DPA.

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O “buscador de restos” Uwe Benkel localizou o aparelho quatro metros abaixo da terra. No local, havia um monumento comemorativo pelo qual Werner Doll, um vizinho de 77 anos, passava com frequência.

Testemunha, aos 7 anos, do acidente, causado pela colisão com outro avião, Doll “sempre dizia algo” ao piloto sepultado, contou à agência alemã.

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Soldados alemães depositaram hoje uma bandeira francesa e uma coroa de flores no local da escavação, diante de dezenas de pessoas. Os restos do piloto serão levados para um cemitério.

Fonte: Speroforum

Compra fará país ter melhor força aérea da América Latina, diz especialista.

A Força Aérea Brasileira pagará US$ 245.325 milhões (cerca de R$ 869 milhões) por 70 mísseis e bombas israelenses de alta tecnologia, e 14 unidades de sistemas táticos de captação de informações de reconhecimento para aeronaves, que serão empregados nos novos caças Gripen, de acordo com documentos obtidos através da Lei de Acesso à Informação

A Aeronáutica diz que não divulga os tipos e a quantidade de armas compradas para o Gripen por considerar o dado uma informação “estratégica”.

Nesta quarta-feira (5), o Senado aprovou o financiamento da compra dos 36 jatos suecos pelo país: além do valor do armamento, o empréstimo engloba mais SEK (coroas suecas) 39.882.335.471 (cerca de R$ 15,9 bilhões), que serão pagos pelas aeronaves de combate, segundo a mensagem da presidente Dilma Rousseff ao Congresso.

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Uma das bombas compradas pelo Brasil para o Gripen, conforme os documentos obtidos pelo G1, é a potente Spice, desenvolvida por Israel e com capacidade de atingir vários alvos simultaneamente com precisão a até 100 km de distância.

Conforme o professor de relações internacionais Marco Tulio Freitas, especialista em terrorismo e em Israel, as Spice são consideradas “o estado da arte, o que há de melhor em bombas”.

“Se a compra das armas for efetuada, a FAB será considerada a melhor força aérea da América Latina. E, sobretudo, ganharemos a capacidade de lançar mísseis muito além do alcance da visão, com muita distância, podendo atacar alvos em terra, como instalações militares e civis. Teremos alto poder de incursão em áreas muito bem guardadas”, afirma o professor Marco Túlio Freitas.

Os dados obtidos pela reportagem sobre o tipo de armamento adquirido pelo Brasil (veja tabela abaixo) constam em um inquérito do Ministério Público Federal que apura o valor pago pelo Brasil pelos jatos Gripen NG, que ainda estão em desenvolvimento. A previsão é de que as aeronaves comecem a chegar ao país a partir de 2019, junto com o armamento.

Veja as armas compradas pela FAB para o Gripen:

missil1Míssil A-Darter
Quantidade:
10 unidades operacionais e 8, para treinamento
Diferencial: Desenvolvido por Brasil e África do Sul, é guiado por infravermelho e que será capaz de fazer manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade

irisMíssil IRIS-T
Quantidade:
10 unidades operacionais e 20, para treinamento
Diferencial: míssil ar-ar infravermelho de alto poder de manobra, que pode ser engajado contra novos alvos mesmo após lançado. Possui meios de contra-medidas (defender e escapar para atingir o alvo).

spice1000Bomba Spice 1000
Quantidade:
20 kits de unidades operacionais
Diferencial: Bomba israelense guiada por GPS ou laser, capaz de atingir vários tipos de alvos simultaneamente e a longo alcances, até 60 km. Possui em seu espectro a identificação de mais de 100 diferentes alvo. A probabilidade de erro é de menos de 3 metros.

spice250Spice 250
Quantidade:
30 unidades
Diferencial: Bombas guiadas capazes de atingir alvos na terra e no mar a até 100 km de distância. Possibilita corrigir mudanças do alvo e transferir o percurso

recelliteReccelite 2
Quantidade:
4 unidades
Diferencial: Sistemas de sensores de reconhecimento eletro-óptico que são acoplados no avião, usados para o dia e à noite, e que fornecem, coletam e transferem imagens e informações em tempo real.

litening31Litening G4
Quantidade: 10 unidades
Diferencial: Sistema que amplia a capacidade de combate, com sensores para busca, rastreamento e identificação do alvo. Possuem câmeras eletromagnéticas que fornecem imagens dos alvos. Equipado com laser que rastreia o caminho da munição até o destino.

valegripen_do_brasil_300px-03Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.

O Brasil comprou ainda mísseis alemães IRIS-T ar-ar, que possuem capacidade de aniquilar medidas eletrônicas do inimigo para impedir que a bomba acerte o alvo, explica o professor. Todas as bombas e mísseis terão a validade inicial estendida de 5 anos, conforme o documento da FAB.

Ataque por trás
A Aeronáutica encomendou ainda 10 unidades operacionais e 8 de treinamento do míssil A-Darter, que o Brasil está desenvolvendo de forma conjunta com a África do Sul e que poderá atingir até aeronaves que estejam se aproximando por trás do avião lançador.

Segundo a Aeronáutica, R$ 300 milhões já foram investidos no projeto, que teve início em 2006.

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter será guiado pelo calor e fará  manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade, com alcance máximo de 12 quilômetros.

Treinamentos
Um brigadeiro da reserva da FAB, especialista em combate aéreo e que pediu para não ser identificado, diz que se justifica a compra de pequena quantidade de munição devido ao uso ser raro e a validade, pequena.

Os treinamentos atuais de lançamentos de mísseis de jatos ocorrem geralmente de forma simulada e em ambientes virtuais, em que o computador informa a possibilidade de real de acerto do alvo. São poucos, diz o brigadeiro, os oficiais que já tiveram a oportunidade de lançar uma bomba real no Brasil.

Próximo ao vencimento, a munição comprada é usada em treinamentos reais em em alto mar, em áreas controladas e com aviso antecipado, para impedir que embarcações passem pela região, informa o oficial.

Durante o período de validade, as armas passam por manutenção contínua no ambiente de estocagem, com verificaçação de vários fatores, como umidade, qualdiade dos sensores, etc.

Fonte: G1

Poços de petróleo em chamas durante a Primeira Guerra do Golfo

Há 25 anos, o Iraque invadia o Kuwait, e a comunidade internacional respondia com uma grande ofensiva militar. O conflito durou pouco, mas alterou a região drasticamente, abrindo caminho para a radicalização religiosa.

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Em agosto de 1990, a tensão em torno do petróleo chegava ao extremo no Oriente Médio. O então presidente do Iraque, Saddam Hussein, achava que a insistência do Kuwait em aumentar a produção de petróleo não era somente irritante, mas uma provocação.

O governo iraquiano acusava o vizinho de provocar baixas no preço do petróleo no mercado internacional ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Na argumentação iraquiana, todo o barril adicional que o Kuwait lançava no mercado pressionava os preços.

O Iraque exigia que o Kuwait abandonasse a prática imediatamente. O pequeno emirado ignorou o apelo, e, então, no dia 2 de agosto de 1990, Saddam deu ordens para atacar o vizinho. Em pouco tempo, o emirado estava ocupado.

As Nações Unidas pediram reiteradamente para Saddam retirar suas tropas do Kuwait, mas não houve qualquer reação concreta do ditador iraquiano. Em poucos meses, o ex-presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush formou uma aliança militar internacional e instalou a chamada Operação Tempestade no Deserto.

primeira guerra do golfo

Na noite do dia 17 de Janeiro de 1991, a coalizão internacional lançou os primeiros bombardeios sobre Bagdá. Em cinco semanas, as forças iraquianas foram alvo de mais de 100 mil ataques aéreos. No dia 24 de fevereiro, os aliados invadiram o território do Iraque e do Kuwait, sem encontrar resistência significativa.

As tropas de Saddam foram derrotadas em apenas quatro dias. A “mãe de todas as batalhas”, como o ditador costumava chamá-la, marcou o início do fim de seu reinado, que somente se concretizaria 12 anos depois, em 2003, quando as tropas americanas invadiram o Iraque pela segunda vez.

“Bombardeios cirúrgicos”

A Guerra do Golfo é um divisor de águas na história do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, abriu um novo capítulo no estilo de cobertura da mídia de confrontos armados. Pela primeira vez, uma guerra era transmitida em tempo real.

A decolagem de caças a partir porta-aviões a quilômetros de distância, as explosões iluminando a noite de Bagdá, os alvos visíveis no computador sendo atingidos por bombas segundos depois. Tudo isso indicava a superioridade militar absoluta dos Estados Unidos. Também fazia parecer plausível, pelo menos de início, a afirmação do general dos EUA Norman Schwarzkopf de que os americanos conduziam “ataques aéreos cirúrgicos”, através dos quais dificilmente a população civil era afetada.

Mas as primeiras impressões foram rapidamente corrigidas. Ao mesmo tempo em que surgiam os tais “ataques cirúrgicos”, apareceu outra expressão até então pouco conhecida – o “collateral da mage” ou “dano colateral” –, que mostrava o lado sujo da guerra, supostamente mais “limpa” devido ao emprego de métodos e instrumentos de alta tecnologia.primeira guerra do golfo.jpg

Radicalização religiosa

O Oriente Médio da época em que o Kuwait foi invadido pelo Iraque era diferente do atual. A maioria dos árabes era imune à incitação religiosa. Saddam sentiu isso na pele ao tentar transformar o confronto contra a coalizão internacional numa guerra santa.

“Convocamos todos os árabes, todos os guerreiros crentes a se engajarem na jihad. Convocamos todos a atacarem as forças do mal, da traição e da corrupção. Esta é a obrigação de todos vocês”, apelou o ditador em 1991. O chamado foi em vão. Os árabes não se impressionaram nem mesmo com a tentativa de impor um teor religioso ao conflito lançando mísseis contra Israel.

No entanto, a Guerra do Golfo e suas consequências transformaram-se em terreno fértil para o fanatismo religioso. O embargo internacional imposto ao Iraque atingiu sobretudo a população, levando-a à pobreza e aumentando sua disposição à radicalização religiosa. “Talvez se voltar a Deus tenha sido uma forma de os iraquianos lidarem com as catástrofes que os atingiram na Guerra do Golfo e depois dela”, escreve o cientista político iraquiano Fanar Haddad.

A miséria, a corrupção política – iniciada já na guerra contra o Irã, de 1980 a 1988 – e os danos ambientais intensificados na investida contra o Kuwait, com poços de petróleo queimando durante meses, contribuíram para uma gradual radicalização do islã no Iraque. O extremismo religioso também ganhou força com a invasão do país pelos EUA em 2003, considerada politicamente injustificada e que mergulhou o Iraque definitivamente no caos.

Também a Arábia Saudita sofreu efeitos colaterais. Para que os EUA conduzissem ataques ao Iraque, o reino saudita colocou aeroportos à disposição dos americanos. Parte das unidades dos Estados Unidos se manteve no país após o fim da Operação Tempestade no Deserto. Isso enfureceu combatentes radicais ligados à Al Qaeda de tal maneira que eles declararam a família real saudita ilegítima. A resistência ganhou força rapidamente, se direcionando também ao Ocidente.

A comunidade internacional mal havia enfraquecido militarmente o ditador Saddam Hussein e já se via tendo que enfrentar jihadistas, que, em nome da religião, propagavam o medo e o terror.

Fonte: DW Brasil

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  Passados 3 meses desde o lançamento do filme (12 de Julho de 2017), creio que todos os nossos leitores provavelmente já assistiram este nostálgico...