Oradour-sur-Glane: O Massacre Nazista na França

Oradour sur Glane é um vilarejo que fica na região de Limusine (francês Limousin), com aproximadamente 2500 habitantes, e foi o local onde se organizou a resistência francesa, denominado Maquis, durante a Segunda Guerra Mundial. O nome Maquis é em homenagem a Napoleão Bonaparte, que nasceu na Córsega e onde se predomina os Maquis, um arbusto típico da região.

Ruínas de Orador-sur-Galne
Ruínas de Orador-sur-Glane

O vilarejo entrou nos anais da Segunda Guerra Mundial, em 1944 quando a Alemanha Nazista com a 2ª Divisão Panzer SS Das Reich, da Waffen-SS, entrou no local e massacrou os habitantes, resultando em 642 mortes, com 190 homens, 245 mulheres e 207 crianças, nesse período, o numero de habitantes era de aproximadamente 1000 pessoas.

A região entrou na rota alemã, após o acontecimento que para alguns historiadores mudaram o rumo da Segunda Guerra Mundial na Europa, o Dia D, que aconteceu dias antes do massacre.

Dia-D é o termo militar usado para classificar a data de início em operações de combate pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, e durante a Segunda Guerra o mesmo termo foi usado para a invasão dos aliados na região da Normandia, no dia 06 de Junho de 1944, quando mais de 150 mil soldados chegaram à costa da França e abriram mais uma frente de batalha. O ataque a Normandia, tinha sido acordado na Conferência de Teerã, que ocorreu entre os governantes Stalin (Rússia), Roosevelt (EUA) e Churchill (Inglaterra), onde Stalin desejava que os ocidentais abrissem uma nova frente de batalha. A URSS tinha o receio de ficar enfraquecida após a guerra contra os alemães, e os ocidentais se aproveitarem no pós-guerra.

A invasão foi bem sucedida depois que informações falsas foram enviadas e descobertas pelos alemães, com o objetivo de distrair o setor de inteligência alemão. Os aliados haviam criado a Operação Fortitude, que tinha como finalidade indicar que os aliados iriam desembarcar na região de Pas de Calais, com isso, as fortificações naquela região foram intensificadas no aguardo de uma possível invasão.

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Após o ataque do Dia-D, a Operação Fortitude se mostrou eficaz e as forças armadas alemãs haviam sido concentradas em outros locais, e acabaram indo para a região da Normandia, e nesse trajeto, é que a Divisão Panzer atacou o vilarejo de Oradour sur Glane, no dia 10 de Junho, quatro dias após o ataque a Normandia.

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Quando a tropa alemã chegou ao vilarejo sob o comando de Adolf Diekmann, logo separaram as mulheres e crianças dos homens, enquanto os primeiros foram enviados para uma igreja, os demais foram colocados num celeiro. O motivo para essa atitude era uma verificação de rotina, porém a justificativa pelo grande número de mortes é que na região se encontrava um militar alemão que era prisioneiro dos grupos de resistência.

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As consequências dessas pessoas foram à morte, após serem alvejados com um fuzilamento e depois atearam fogo nos corpos desses cidadãos que alguns deles ainda estavam vivos.

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Na década de 1960, quando a França estava sob a presidência de Charles de Gaulle, ficou decidida que o vilarejo não seria reconstruído, permanecendo as ruínas como uma lembrança do ato dos Nazistas na França. Em 1999, foi feito um centro de memória e foi nomeada como “cidade mártir”.

Centro de Memória de Oradour Sur Glane
Centro de Memória de Oradour Sur Glane

Adolf Diekmann não chegou a ser julgado pelos seus crimes, ele acabou morrendo dias depois nos confrontos na Normandia.

Massacres como o que aconteceu em Oradour sur Glane, aconteceram diversos em diferentes momentos na História, e na Segunda Guerra Mundial inclusive, e por ambos os lados (Aliados e Eixo), como os de Lidice, Nemmersdorf, Katyn, entre outros.