Os dirigíveis classe Hindenburg, com seus 244 metros de comprimento, ainda são as maiores aeronaves já construídas pelo homem. Esses gigantes de hidrogênio cruzavam o Atlântico ligando as Américas à Europa em 3 dias, quando navios levavam semanas para fazer o mesmo percurso.
Embora sua silhueta prateada seja bastante conhecida, poucas oportunidades temos de conhecer o luxuoso interior destes dirigíveis – que pouco deviam aos cruzeiros de luxo da época. Faça uma viagem no tempo, com essas impressionantes fotografias coloridas:
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O Hindenburg voou pela primeira vez em 4 de março de 1936 em um voo teste em Friedrichshafen com 87 pessoas a bordo. A pintura inicial continha os anéis olímpicos numa forma de promover os Jogos Olímpicos de 1936, fazendo um voo de demonstração durante a cerimônia de abertura.

O primeiro voo comercial se deu em 31 de março de 1936 em uma viagem de 4 dias de Friedrichshafen para o Rio de Janeiro, um dos quatro motores quebrou e o dirigível teve de fazer um pouso em Recife. Na viagem de volta, outro motor quebrou no deserto do Saara forçando aterrisagens não programadas no Marrocos e na França.

No total, o Hindenburg cruzou 17 vezes o oceano Atlântico, sendo 10 viagens para os Estados Unidos e 7 para o Brasil, uma viagem da Alemanha para os Estados Unidos custava US$ 400.

Em sua última viagem saiu de Hamburgo e cruzou o Atlântico a 110 km/h, chegando à costa leste norte-americana em 6 de maio de 1937 .

O desastre

Em 6 de maio de 1937 ao preparar-se para aportar no campo de pouso da base naval de Lakehurst (Lakehurst Naval Air Station), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o gigantesco dirigível Hindenburg contava com 97 ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras de pouso, às 19 horas e 30 minutos, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 13 passageiros e 22 tripulantes mortos e um técnico em solo, no total de 36 pessoas. Sendo o gás hidrogênio, usado para mantê-lo no ar, altamente inflamável, esse foi inicialmente responsabilizado pelo enorme incêndio tomou conta da aeronave e durou exatos 30 segundos. Logo após o evento, o governo alemão também sugeriu, de imediato, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelin, que representava a superioridade tecnológica daquele país. Ambas as afirmações iam-se mostrar, contudo, essencialmente incorretas após as investigações.

O locutor da rádio WLS Chicago Herbert Morrison narrou o acidente, que foi ao ar no dia seguinte. O sistema de gravação acelerou as suas falas, dando um tom dramático, com a expressão “Oh, a humanidade” entrando para a cultura popular estadunidense.4

O incêndio do Hindenburg encerrou a era dos dirigíveis na aviação comercial de passageiros.

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