O piloto de testes Bill Dana assiste o sobrevôo do NB-52B cruzando o céu após ter lançado o HL-10 para mais um vôo experimental

“Lifting Body” (Corpo Sustentante) foi um conceito desenvolvido pela NASA pra verificar a possibilidade de controle de aeronaves sem asas ou com asa mínima em voo. O objetivo era usar este design e conhecimento em espaçonaves reutilizáveis, como o ônibus espacial anos mais tarde.

O Centro de Experimentos Aéreos de Dryden (Armstrong Flight Research) foi o lar de algumas das mais avançadas aeronaves desde a década de 1940. Ao longo da história da aviação, a NASA registrou inúmeros momentos impressionantes destas aeronaves e seus pilotos de teste nestas fotografias que você verá abaixo.

A aeronave experimental X-2 logo após um colapso no trem de pouso dianteiro – 1952
A aeronave experimental X-2 logo após um colapso no trem de pouso dianteiro – 1952

Esta fotofrafia de 1952 mostra o X-2 #2 com o trem de pouso dianteiro quebrado após um pouso na Base Aérea de Edwards. O trem de pouso dianteiro quebrou após a aeronave ter inclinado excessivamente ao tocar o solo, forçando a resistência de sua estrutura.

Major Cecil Powell de pé em frente ao seu X-24A logo após um vôo experimental – 1971
Major Cecil Powell de pé em frente ao seu X-24A logo após um vôo experimental – 1971

Construído para a Força Aérea pela Martin Marietta, o X-24A foi desenhado em formato de “gota”, com três asas verticais na cauda, que funcionavam como lemes, para o controle direcional. Pesava 3 toneladas, possuia 7,5 metros de comprimento por 4,2 metros de largura.

Os quatro principais pilotos do HL-10.
Os quatro principais pilotos do HL-10.

Da esquerda para a direita: Major da Força Aérea Jerauld R. Gentry, piloto de testes da Força Aérea Peter Hoag, e os pilotos da NASA John A. Manke e Bill Dana. O HL-10 foi uma das cinco aeronaves do programa “lifting body” que voaram no centro de testes da NASA, de julho de 1966 a novembro de 1975 para estudar e avaliar o conceito de manobra e pouso destas aeronaves desenhadas para serem usadas na reentrada na atmosfera a partir de missões futuras no espaço.

Cowboy Joe (Joseph Walker, piloto de testes da Estação de Vôos de Alta Velocidade ) e seu corcel, o X-1A da Bell Aircraft Corporation – 1955
Cowboy Joe (Joseph Walker, piloto de testes da Estação de Vôos de Alta Velocidade ) e seu corcel, o X-1A da Bell Aircraft Corporation – 1955

O X-1A vôou por seis vezes nas mãos do piloto Jean “Skip” Ziegler em 1953. O famoso piloto da Segunda Guerra, Major Charles “Chuck” Yeager e o Major Arthur “Kit” Murray, ambos se tornaram pilotos de testes e fizeram 18 vôos no X-1A durante novembro de 1953 e agosto de 1954.

O piloto de testes Bill Dana assiste o sobrevôo do NB-52B cruzando o céu após ter lançado o HL-10 para mais um vôo experimental
O piloto de testes Bill Dana assiste o sobrevôo do NB-52B cruzando o céu após ter lançado o HL-10 para mais um vôo experimental

À esquerda é possível ver John Reeves ao lado do cockpit do HL-10, ele foi usado entre 1966 e 1975. A Northrop Corporation desenhou o HL-10 e o M2-F2, as duas primeiras aeronaves do programa Lifting Body de alta performance a serem testadas pela NASA. O contrato de fabricação destes aviões custou algo em torno de 1.8 milhões de dólares, um valor bem alto para a época se tratando apenas da fabricação industrial da aeronave. “HL” significa “vôo horizontal” (horizontal landing), e “10” refere-se ao décimo design estudado e desenvolvido pelos engenheiros do NASA Langley Research Center. Estas aeronaves dependiam de lançamentos feitos a partir de outras aeronaves em pleno vôo, neste caso, a partir do bombardeiro NB-52B.

O M2-F1 descansa no solo cozinhado do que antes já foi um lago, no Deserto de Mojave, California.
O M2-F1 descansa no solo cozinhado do que antes já foi um lago, no Deserto de Mojave, California.

O piloto Chuck Yeager, sentado no cockpit, conversa com seus companheiros de teste. Da esquerda para a direita, Milt Thompson, Don Malick e Bruce Peterson. Todos os três pilotaram estas aeronaves inúmeras vezes. Durante um vôo sob o comando de Peterson, o M2-F1 sofreu uma pane hidráulica em seus trens de pouso devido à falta de preparo para suportar as baixas temperaturas em que o corpo da aeronave era submetida durante os testes. Os danos foram mínimos mas o susto foi grande.

Neil Armstrong é visto aqui ao lado do X-15, logo após uma aterrisagem bem sucedida
Neil Armstrong é visto aqui ao lado do X-15, logo após uma aterrisagem bem sucedida

O X-15 possía 15,2 metros de comprimento por 6,7 metros de largura. Ele voou por 10 anos, de junho de 1959 a outubro de 1968. As informações adquiridas com os testes altamente positivos no X-15 contribuíram para o desenvolvimento dos programas Mercury, Gemini e Apollo. O X-15 alcançou a marca de 199 vôos, e foi desenolvido pela North American Aviation. Hoje ele está no National Air and Space Museum em Washigton DC.

Durante um vôo utilizando o X-15-3, a aeronave caiu durante uma falha e causou a morte do Major Michael J. Adams em 15 de novembro de 1967.
Durante um vôo utilizando o X-15-3, a aeronave caiu durante uma falha e causou a morte do Major Michael J. Adams em 15 de novembro de 1967.
Conectando o M2-F2 à asa direita do B-52
Conectando o M2-F2 à asa direita do B-52

Aqui vemos Jay L. King, Joseph D. Huxman e Orion D. Billeter ajudando o piloto Milt Thopsom (na escada) a entrar no cockpit do M2-F2.

E aquipe do X-15, da esquerda para a direita: Capitão da Força Aérea Joseph H. Engle, Major da Força Aérea Robert A.Rushworth, piloto da NASA John B. “Jack” McKay, Major da Força Aérea William J. “Pete” Knight, piloto da NASA Milton O. Thompson e o piloto da NASA Bill Dana
E aquipe do X-15, da esquerda para a direita: Capitão da Força Aérea Joseph H. Engle, Major da Força Aérea Robert A.Rushworth, piloto da NASA John B. “Jack” McKay, Major da Força Aérea William J. “Pete” Knight, piloto da NASA Milton O. Thompson e o piloto da NASA Bill Dana

O X-15 foi desenvolvido para estudar dados de aerodinâmica, estrutura, controles de vôo e os aspectos fisiológicos de vôos de alta velocidade e de grande altitude. A turbina à jato do X-15 criava uma força de empuxo para os primeiros 80 a 120 segundos durante um vôo de 10 a 11 minutos, então, a aeronave planava numa velocidade de 320 km até tocar o solo. Ele alcançava uma altitude de 354,200 pés e uma velocidade máxima de 7,274 km (mach 6.7).

X-1-3 durante sua instalação na barriga do EB-50A Superfortress
X-1-3 durante sua instalação na barriga do EB-50A Superfortress

O terceiro X-1, conhecido como “Queenie” é instalado na barriga do EB-50A na Base Aérea de Edwards, Califórnia. As duas aeronaves foram destruídas durante um incêncido que ocorreu no desabastecimento.

Fazendo história
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